No Brasil, 93,7% dos alunos do ensino médio estudam em escolas com internet

Segundo dados do Censo Escolar, percentual retrocedeu. Antes, era de 96,72%

atualizado 29/09/2020 12:50

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O percentual de alunos do ensino médio em escolas com internet retrocedeu entre 2013 e 2017, passando de 96,72% pra 93,97% no Brasil. Nesse mesmo período, o percentual de alunos do ensino fundamental em escolas com laboratório de informática variou 10 pontos percentuais, de 79,85% para 69,6%.

Os dados, extraídos do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC), foram compilados e apresentados na quarta edição do Atlas do Desenvolvimento Humano.

A plataforma foi lançada nesta terça-feira (29/9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Fundação João Pinheiro.

Dados apresentado pelo IBGE, no entanto, apontam que a população com 10 anos ou mais passou que tem acesso à internet passou de 49,4% em 2013 para 64,7% em 2017.

Já com relação à qualificação dos professores, o Atlas mostra que houve melhora no mesmo período. Segundo o Censo Escolar, o percentual de docentes na rede pública do ensino fundamental com formação adequada aumentou de 51,7% em 2013 para 56,80%, em 2017.

Desigualdades

O sistema evidencia desigualdades raciais e de gênero. Entre os brasileiros brancos, 21,28% deles possuíam nível superior completo. Já entre os negros, essa taxa cai para 8,43%.

Por outro lado, o analfabetismo é maior na população negra. Cerca de 11,8% de pardos e pretos maiores de 25 anos são analfabetos. Entre os brancos, 5,09%.

O Atlas mostra que as mulheres possuíam melhores resultado em educação do que os homens. Cerca de 65,37% delas e 53,47% deles concluíram o ensino médio.

“Temos uma escolaridade mais alta entre as mulheres do que entre os homens, mas eles têm uma renda mais alta”, explica a economista do Pnud Betina Barbosa, em conversa com o Metrópoles.

Em 2017, havia uma desigualdade significativa entre a renda média do trabalho de homens e mulheres. Elas ganham apenas 76% do que eles recebem.

A plataforma

O Atlas do Desenvolvimento Humano apresenta indicadores socioeconômicos baseados em informações de registros administrativos e inovações tecnológicas e de interação.

“As ferramentas técnicas são mais sofisticadas, a plataforma é mais rápida, promove a interação, permite a construção de gráficos com diferentes camadas”, diz a economista do Pnud Betina Barbosa.

A primeira edição do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil foi lançada em 1996. Desde então, outras duas versões foram lançadas, sendo a última em 2013. Esta é a quarta edição.

“A plataforma traz uma leitura dos diversos fatores sociais. É a primeira no Brasil que constrói a relação entre indicadores e agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável”, afirma Barbosa.

Os números são extraídos de ministério setoriais, como da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Datasus e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), por exemplo.

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