Enem 2019: governo estima custo de R$ 520 milhões com a prova

Exame será realizado nos dias 3 e 10 de novembro em mais de 1.700 municípios brasileiros. Custo por participante será de R$ 105

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 10/10/2019 14:33

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano custará R$ 520 milhões aos cofres públicos, segundo estimativa do governo, o equivalente a R$ 105 por participante. No ano passado, o valor ficou em R$ 589 milhões, sendo R$ 106 por pessoa, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As avaliações estão marcadas para os dias 3 e 10 de novembro em todas as regiões do Brasil.

O valor foi anunciado nesta quinta-feira (10/10/19) pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub durante coletiva de imprensa no Ministério da Educação (MEC), ao lado do presidente do Inep, Alexandre Ribeiro Lopes.

Mais de 5 milhões de candidatos farão as provas, de acordo com o número de inscrições admitidas. O exame será aplicado em 1.727 municípios. Segundo o MEC, todas as provas – um total de 10,3 milhões – já foram impressas e estão a caminho dos destinos de aplicação.

Troca de gráfica
No início do ano, a gráfica responsável pela impressão do exame, a empresa RR Donnelley, decretou falência. Com isso, a Valid S.A era a gráfica seguinte na ordem de classificação na licitação realizada em 2016, e foi convocada para evitar atrasos na edição deste ano. Weintraub ressaltou que esse impasse não prejudicou o exame.

“Aquele problema que teve na gráfica não comprometeu em nada o Enem”, declarou.

Os estudantes que farão o Enem poderão consultar, a partir do dia 16 de outubro, o local onde farão o exame este ano. O local de prova está no Cartão de Confirmação da Inscrição, que poderá ser consultado na Página do Participante, na internet, ou pelo aplicativo do Enem, disponível para download nas plataformas Apple Store e Google Play.

Enem digital
A edição deste ano será a última nos moldes tradicionais. A partir de 2020, o exame terá aplicação digital. Segundo o ministro da Educação, será “o fim de uma era”.

No primeiro ano da novidade, a aplicação ocorrerá em modelo piloto. A implantação do Enem Digital será progressiva e está prevista para ser consolidada em 2026.

As primeiras aplicações digitais serão opcionais. Na hora da inscrição, os participantes poderão escolher qual modalidade preferem: a aplicação piloto no modelo digital ou no tradicional, na prova em papel.

No primeiro teste, o modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país.

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