Categorias: Educação

Deputada sobre universidade: “Alunos voltam querendo destruir valores”

São Paulo* – Defensora do projeto da Escola Sem Partido e ex-líder do Movimento Brasil Livre (MBL), a deputada federal Caroline de Toni (PSL-SC) disse, na manhã desta segunda-feira (19/08/2019), que a necessidade de combater influências ideológicas de professores dentro de sala de aula é comprovada por relatos de pais no site do projeto.

A parlamentar participou de uma mesa no 3º Congresso de Jornalismo de Educação, na capital paulista, junto aos colegas Tabata Amaral (PDT-SP) e Paulo Cunha Lima (PSDB-SP).

Caroline foi questionada pelo mediador do debate, Paulo Saldaña, do jornal Folha de S.Paulo, sobre evidências que comprovem esse tipo de conduta por parte dos docentes. “Nós temos que enfrentar o problema do ponto de vista dos fatos”, respondeu, ao citar o conteúdo compilado pelos militantes do movimento.

“Há muitos alunos que vão para a universidade federal e voltam querendo destruir os valores da família”, complementou a parlamentar.

Sob o argumento de incentivo à pluralidade de ideias no campo educacional, a deputada é a mesma que tenta retirar Paulo Freire do posto de patrono da educação por meio de um projeto de lei porque, segundo ela, as obras têm viés marxista.

Em posição crítica ao governo, a deputada federal Tabata Amaral rebateu Caroline de Toni. “A gente está vendo muita política pública sendo desenhada com base na vida da tia, da vizinha, do amigo. Política pública não é baseada em alguns fatos”, afirmou.

Também integrante da mesa, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-SP), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, questionou o padrão de valores familiares defendido por Caroline.

“Em nome da pluralidade, os valores da sua família não são os valores da minha família. Será que existe um monopólio dos valores de família? Que família vai decidir quais são os valores da família brasileira? Isso é muito delicado”, disse.

Outro ponto de divergência entre os parlamentares gira em torno da educação sexual. Enquanto a deputada do PSL criticou a abordagem em sala de aula, a pedetista lembrou que a escola tem papel fundamental para a conscientização de problemáticas como abuso sexual infantil.

*A repórter viajou a convite do Instituto Unibanco

Manoela Albuquerque

Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo no ano de 2016, com passagem pela Universidade do Porto, em Portugal. Foi repórter por dois anos no G1 Espírito Santo e participou de projetos como o Monitor da Violência, premiado no Data Journalism Awards 2018. É uma das vencedoras do 35º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo e do VII Prêmio República.

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