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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (14/9) que as despesas primárias estão dentro do teto de gastos em 2017 e 2018. Porém, ressaltou que a reforma da Previdência é importante para a viabilidade desse limite de gastos a longo prazo.

Meirelles estimou que as despesas públicas em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) está em 20% atualmente, de 10,5% em 1991, e pode chegar a 40% em 10 anos se a reforma da Previdência não for implementada. Ele reforçou que a crise brasileira e seu atual estágio de recuperação são determinados por fatores domésticos.

“Estamos em um momento importante, positivo, porque a economia brasileira está saindo da recessão. O importante é que não acontece por acaso, por um fenômeno cíclico, ou por componentes externos”, comemorou o ministro, na abertura do prêmio Empresas Mais, realizado pelo Grupo Estado em São Paulo.

O ministro salientou que “não houve grandes mudanças na economia internacional nos últimos anos” e que “a situação brasileira acontece por questões domésticas”. O ministro também voltou a creditar a frustração com a arrecadação aos últimos anos de recessão e à queda da inflação.

“A inflação está abaixo da meta dois pontos, o que facilita a recuperação da economia, retoma o poder de compra e dá espaço para o Banco Central na política monetária, mas tem a parte negativa, pois afeta a questão fiscal de curto prazo.”

 

 

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