Privatizar Embrapa não está nos planos do governo, garante ministra

Tereza Cristina, da Agricultura, considera a estatal uma das três "joias da coroa". Presidente da empresa foi exonerado há dois dias

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 18/07/2019 13:42

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que não é a intenção do governo privatizar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O presidente da empresa, Sebastião Barbosa, foi exonerado na quarta-feira (17/07/2019) sob o argumento de que é preciso revitalizar e modernizar a estatal.

Tereza Cristina explicou, portanto, que é preciso dar um novo olhar para a Embrapa, considera por ela uma das três “joias da coroa”, junto à Petrobras e a Embraer. “Nós queremos fazer a Embrapa, que é a nossa joia da coroa, brilhar. Ela está meio opaca. A finalidade é que o resultado seja bom”, disse.

“Nós temos que trabalhar em rede, temos que trabalhar com as universidades federais. Temos aí startups, que com R$ 10 mil fazem transformações. O mundo está evoluindo muito rápido e nós vamos evoluir também. O Brasil estava muito fechado e nós estamos num caminho de modernização”, completou, para logo em seguida assegurar que o governo não pretende privatizar a empresa.

A ministra lembrou que, recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que é preciso potencializar a estatal. “O que a gente quer é dar agilidade à Embrapa, enxugar algumas coisas, mexer na área administrativa. Existem 47 centros (de pesquisa) hoje. A pesquisa funciona maravilhosamente bem, nós queremos atuar é na gestão da empresa”, explicou.

Sebastião Barbosa assumiu a estatal dois meses antes do fim do governo de Michel Temer. Com a saída, toda a diretoria da empresa será renovada. Tereza Cristina garantiu que não existe conversa, nem mesmo com Bolsonaro, sobre indicação de general para ser o novo presidente. A ideia é fazer uma seleção pública.

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