Por economia nas contas públicas, Guedes quer extinção de cidades
Esse é um dos pontos da PEC do Pacto Federativo, enviada ao Congresso nesta terça-feira. Hoje, 1.254 municípios atendem critérios do governo

Entre as propostas do governo federal para desafogar as contas públicas, está a diminuição do número de municípios brasileiros. Esse é um dos pontos apresentados pela PEC do Pacto Federativo, enviada ao Congresso nesta terça-feira (05/11/2019).
Segundo o documento elaborado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, o município com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total será incorporado pelo vizinho. A pasta afirma que há 1.254 cidades que atendem aos critérios da PEC.
O governo argumenta que “unidos gastamos menos e melhor”. No entendimento de Guedes, “menos é mais”. A medida prevê uma nova restrição na criação de municípios.

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Ver todasAtualmente, o Brasil tem 5.570 municípios. O Ministério da Economia não apresentou uma estimativa de quantas cidades podem “deixar de existir”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA rotina das cidades pode ainda ser afetada por outras mudanças previstas no pacote apresentado nesta terça-feira. Entre elas está o estado de emergência fiscal, trazido na PEC Emergencial.
Se aprovada pelo Parlamento, municípios terão mecanismos automáticos de ajuste para serem acionados sempre que a despesa corrente exceder 95% da receita. As medidas podem ser renovadas por mais um ano.
“O prefeito foi eleito e tem que ter dinheiro para saúde, educação, segurança. O dinheiro tem que estar na ponta, onde as pessoas estão”, defende o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Guedes acredita que a situação municipal pode melhorar caso seja aprovada em conjunto a PEC paralela da reforma da Previdência, que inclui estados e municípios nas mudanças já chanceladas pelo Congresso.
As alterações nos fundos públicos também determinam destinação de recursos para as cidades. As mudanças são necessárias, segundo Guedes, devido ao fato de o Congresso não ter poder para decidir como será o uso do dinheiro.
O ministro alerta que há dinheiro “perdido” também em fundos de estados e municípios.



