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O Ibovespa reverteu nesta sexta-feira (2/3) o mau humor que pautou a maior parte da sessão de negócios e fechou na máxima do dia, aos 85.761,33 pontos e alta de 0,45%. O giro financeiro foi de R$ 10,6 bilhões. Ainda assim, a semana encerra com perdas de 1,75%, mas, em 2018, a valorização é de 11,41%.

Como ontem, o indicador ganhou força para virar para o positivo na última hora do pregão. A aceleração do ritmo de alta das ações da Petrobras, que acompanharam os ganhos do petróleo no mercado internacional, e a valorização dos papéis do bloco financeiro, que tem peso de cerca de 20% da carteira teórica, levaram o Ibovespa para cima.

O noticiário nacional e internacional relacionado à possível sobretaxa das importações americanas de aço e alumínio pesou nas bolsas ao redor do globo e refletiu aqui. “As bolsas da Europa fecharam derrubadas, pois essa história ainda vai dar pano para manga. Ações protecionistas não são saudáveis, porque, no fim da linha, afetam o crescimento global”, disse Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA e CSN ON fecharam com perdas de 3,90% e 5,05%, respectivamente. Gerdau PN, que tem forte atuação nos EUA e metade da receita advinda de fora, cedia menos, em baixa de 1,46% – um ajuste perto dos ganhos de mais de 35% só neste ano.

Já entre as blue chips, Petrobras ON e PN encerraram o dia com ganhos de 1,80% e 2,28%, respectivamente, enquanto Itaú Unibanco PN (+0,53%), Bradesco (+0,64%), Banco do Brasil (+0,74%) e as Units do Santander (+0,11%).

Para gestores, o tema da barreira protecionista prometida por Trump será mais um elemento a impactar os mercados daqui para frente. Ainda assim, de acordo com o Termômetro Broadcast Bolsa, a parcela do mercado financeiro que vê alta para o Ibovespa na próxima semana segue majoritária, mantendo-se praticamente estável em relação ao levantamento anterior. Entre 29 participantes, 62,07% disseram que a percepção é de ganhos para o índice; 20,69% esperam baixa; e 17,24% acreditam em estabilidade.