Guedes sobre leilão: “Todo mundo sumiu, ficou só a Petrobras”

Ministro diz que governo precisa tirar lições da ausência de empresas estrangeiras e abandonar sistema de partilha

Andre Borges/MetrópolesAndre Borges/Metrópoles

atualizado 07/11/2019 14:08

Contrariando o discurso do chefe, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez críticas ao leilão de campos do pré-sal, que não atraiu o interesse de grandes empresas. “Sumiu todo mundo da sala, ficou só a Petrobras. Planejamos por cinco anos para no final vender de nós para nós mesmos”, criticou Guedes.

Nessa quarta-feira (06/11/2019), Bolsonaro disse: “Não tem frustração nenhuma, zero”, sobre o fato de dois dos quatro lotes ofertados não terem recebido propostas.

A declaração foi feita em uma palestra que o ministro da Economia deu na manhã desta quinta-feira (07/11/2019), no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. “Temos que refletir sobre o que aconteceu. Será que a concessão, que é usada no mundo inteiro, não é melhor do que a partilha? Quem quer pagar uma fortuna para entrar num quarto escuro?”, questionou o ministro, criticando o modelo pelo qual o governo brasileiro faz leilões do petróleo. “Isso é uma herança que veio dos governos anteriores, que é um problema”, complementou.

“Imagina ficar anos conversando sobre cessão onerosa e chega no final e não comparece ninguém. É problema de governo? De instabilidade brasileira? Não! O regime de partilha que é ruim. Vamos aprender com esse episódio e desobstruir os caminhos”, afirmou ainda o ministro.

Ao fim da fala, Guedes baixou um pouco o tom e disse que os R$ 69,9 bilhões arrecadados no leilão representam uma vitória. “É o dobro do que já tinha sido arrecadado nos leilões anteriores.”

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