“Faltou liderança”, diz Haddad sobre auditor do Caso Ultrafarma

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que faltou exemplo para o auditor do Caso Ultrafarma, que aconteceu em São Paulo

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é ouvido pela comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles
1 de 1 Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é ouvido pela comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que faltou exemplo e liderança no caso do auditor fiscal da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) preso acusado de participar de um esquema bilionário, conhecido como caso Ultrafarma.

“Como é que pode ter acontecido uma coisa dessa? Um escândalo dessa magnitude, alguma coisa falhou no funcionamento do cruzamento de dados”, disse Haddad nesta quarta-feira (20/8) durante um seminário sobre governança organizado pela pasta.

O ministro questionou, ainda, como o estado não se organizou para evitar esse tipo de situação. Vale lembrar que Haddad foi prefeito de São Paulo de 2013 a 2016.

De acordo com ele, além de lidar com as consequências da fraude, não é simples explicar para a população quando ela aconteceu. “A CGU [Controladoria-Geral da União] está passando por isso agora com o escândalo do INSS, que aconteceu em 2022″, destacou o ministro.

Relembre o Caso Ultrafarma

Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal de alto escalão, foi preso acusado de ser um dos líderes do esquema de pagamento de propina envolvendo a Ultrafarma e a FastShop. De acordo com a investigação, Arthur manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas, que deixavam de contribuir devidamente com o Estado.

O auditor recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada no nome da mãe. A estimativa é de que ele tenha arrecadado R$ 1 bilhão em propina desde 2021 para manipular os processos.

Em nota, a Sefaz-SP informou que instaurou procedimentos para apurar a conduta do servidor envolvido e solicitou formalmente ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) o compartilhamento de todas as informações pertinentes ao caso.

“A administração fazendária reitera seu compromisso com os valores éticos e justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita, comprometendo-se com a apuração de desvios eventualmente praticados, nos estritos termos da lei, promovendo uma ampla revisão de processos, protocolos e normatização relacionadas ao tema”, diz o texto.

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