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O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, anunciou que “a partir de agora” o governo “estará focado na fiscalização” do desconto do preço do diesel nas bombas e vai usar “todo o poder de polícia” para garantir a redução de 46 centavos.

Segundo o titular da pasta, a informação repassada pelo Ministério das Minas e Energia é de que “a própria BR Distribuidora já se antecipou e fez o desconto de todo o seu estoque, independentemente de quanto tenha custado.”

Em relação à falta de gás, observada em diversos estados e no Distrito Federal, o ministro disse que “não há mais o que fazer”. Na avaliação dele, “o abastecimento está normalizado”.

Ainda conforme declarou Etchegoyen, além de fiscalizar as bombas, o governo vai acompanhar de perto a investigação da violência contra os trabalhadores que estavam nas estradas, das sabotagens nas linhas férreas e torres elétrica e o cumprimento de todos os itens do acordo com os caminhoneiros.

“As investigações e os processos continuam, e o governo empenhará os seus meios para que essas pessoas sejam devidamente levadas à Justiça”, declarou o ministro. De acordo com Etchegoyen, o grupo de acompanhamento da normalização “mudou de protagonismo” e “terá como ênfase”, além da fiscalização da garantia do desconto do diesel na bomba, o acompanhamento do “prosseguimento das ações policiais judiciárias”.

Segundo o ministro, “a fiscalização será feita com toda a energia e empenho que a situação exige”.

Em relação ao gás de cozinha, Etchegoyen reiterou: “o gás está normalizado, nas distribuidoras. É possível que existam pontos nos quais não chegou na revenda, onde as pessoas vão comprar. Mas ele está normalizado. Não há mais o que fazer para chegar. O problema está resolvido. A partir de agora, é reposição dos estoques na ponta da linha, da venda”. O ministro insistiu que todos os meios serão empregados para garantir a fiscalização e a redução do preço do diesel.

O ministro Sérgio Etchegoyen confirmou também que o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em vigor desde o dia 25 de maio, convocando as Forças Armadas para trabalhar na fiscalização das estradas e dar segurança aos caminhoneiros, não será renovado e se extingue hoje.

“As questões pelas quais o grupo de garantia de reabastecimento trabalhava e os temas relativos à defesa e segurança estão superados”, disse ele, explicando que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, assume a coordenação do grupo de fiscalização.

Crise de abastecimento
A greve dos caminhoneiros paralisou o país por 10 dias, provocando uma crise de abastecimento e reposição de insumos em todos os estados e no Distrito Federal. A falta de combustível fez motoristas peregrinarem por postos da cidade.

A paralisação nacional também agravou a distribuição de gás de cozinha na cidade. No último dia 30 de maio, dos 25 caminhões com carregamento para Brasília, dois chegaram a ser atacados por manifestantes que tentavam bloquear a saída dos veículos em um trecho da BR-040 próximo a Paracatu (MG).

Turismo também sofre
O resultado da paralisação dos motoristas também foi catastrófico para os setores de hotelaria e gastronomia do DF: em toda a cadeia de turismo e entretenimento da capital, a estimativa é de perda de aproximadamente R$ 220 milhões no faturamento, somente em um dos fins de semana do protesto.

Ao valor, somam-se os R$ 92,5 milhões anunciados anteriormente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em levantamento da Fecomércio-DF. Até o momento, as áreas somam R$ 312,5 milhões de prejuízo na capital do país.

 

 

 

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