Endividamento bate recorde em julho e atinge 71% das famílias brasileiras

Entre os inadimplentes, 10,9% afirmam estar “muito endividados” e, portanto, não têm condições de pagar a dívida

atualizado 05/08/2021 15:56

A crise econômica promovida pela pandemia de Covid-19 levou o endividamento das famílias brasileiras a bater um novo recorde em julho. É o que aponta uma pesquisa divulgada, nesta quinta-feira (5/8), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento revela que 71% das famílias estão endividadas atualmente, o maior resultado desde o início da série histórica, em 2010.

Este é o terceiro mês consecutivo em que o percentual aumenta. Entre os inadimplentes, 10,9% afirmam estar “muito endividados” e, portanto, não têm condições de pagar a dívida. Já 25% das famílias relatam que estão “mais ou menos endividadas”, enquanto 31% afirmam ter poucas dívidas.

A pesquisa considera as seguintes linhas de crédito: cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

Renda

O endividamento atinge as classes sociais de forma diferente no país. O levantamento mostra que o percentual de famílias com renda até 10 salários mínimos aumentou de 70,7% para 72,6% em julho. No mesmo período do ano passado, esse contingente era de 69%.

Enquanto isso famílias com renda acima de 10 salários mínimos foram atingidas em 66,3% em julho. O percentual estava em 65,5% em junho. No ano passado, era de 59,1% em julho.

O grupo dos muito endividados teve leve redução, de 14,7% em junho para 14,6% em julho, índice 0,9 ponto percentual abaixo de julho de 2020.

Dívidas

O cartão de crédito é o principal vilão das dívidas dos brasileiros. A modalidade foi assinalada por 82,7% dos endividados, o maior nível da série histórica. Ao todo, o tempo médio de atraso para quitação das dívidas ficou em 61,9 dias.

Depois do cartão de crédito, os inadimplentes indicaram carnês de lojas (18% das famílias), crédito pessoal (9,8%) e financiamento da casa própria (9,7%) como principais dívidas.

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