Coronavírus: veja medidas de países para ajudar trabalhadores

Ações pretendem diminuir o impacto da crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus na economia mundial

O novo coronavírus já matou mais de 35 mil pessoas em todo o mundo, segundo dados divulgados nessa segunda-feira (30/03) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o agravamento da situação, países adotam medidas de contenção à Covid-19, a economia é afetada e trabalhadores perdem empregos.

No Brasil, o governo federal anunciou uma série de medidas – e prepara outras – para tentar reduzir os efeitos do novo vírus na economia.

Entre as ações, está o “coronavoucher”, que funciona como um auxílio temporário de R$ 600 a trabalhadores informais de baixa renda. A proposta foi aprovada nessa segunda-feira (30/03) no Senado Federal. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu sancioná-la ainda nessa terça-feira (31/03).

A economia brasileira, contudo, não é a única afetada pela pandemia. Países de todo o mundo, sobretudo aqueles com mais pessoas infectadas, adotam medidas para proteger a população economicamente mais vulnerável.

O Metrópoles detalha, a seguir, as principais medidas adotadas por países das Américas do Sul e Norte e Europa, onde a situação é mais grave. Veja:

Argentina:
A Administração Nacional da Proteção Social (Anses) vai pagar 10 mil pesos argentinos (R$ 805) para desempregados e trabalhadores de baixa renda do país. O pagamento faz parte do programa Renda Familiar de Emergência e vai ser feito em abril, uma única vez. Mais de 9,5 milhões de argentinos se inscreveram até essa terça-feira (31/03).

Uruguai:
O Ministério do Desenvolvimento Social decidiu dobrar o valor pago no Cartão Social do Uruguai. Trabalhadores informais não registrados no sistema também receberão o benefício. O governo criou o Fundo Coronavírus, que vai ser sustentado pelo dinheiro de estatais e de parte do salário de servidores e políticos.

Estados Unidos:
A Câmara dos Deputados aprovou na última sexta-feira (27/03) um pacote de US$ 2,2 trilhões (R$ 10 trilhões). Desse total, US$ 290 bilhões serão destinados a famílias americanas. O limite é de US$ 3 mil por família. Outros R$ 250 bilhões foram destinados para ampliar benefícios a desempregados.

Reino Unido:
O governo da terra da rainha vai cobrir até 80% do salário dos trabalhadores para que não sejam dispensados durante a crise. O pagamento será feito mensalmente até junho. O valor é de 2,5 mil libras (R$ 16,1 mil). Na última quinta-feira (26/03), o Reino Unido anunciou que o pacote vai abranger também trabalhadores informais. A doação vai ser baseada nos lucros mensais médios.

Itália:
O governo italiano destinou 600 euros (R$ 3,4 mil) a trabalhadores autônomos em março. Em abril, a proposta é aumentar esse valor para 800 euros. Além disso, o Estado vai subsidiar temporariamente os salários de parte daqueles que forem demitidos. E está proibido dispensar funcionários durante esse tempo mais crítico.

Espanha:
O Conselho de Ministros aprovou nessa terça-feira (31/03) um pacote de medidas, que inclui trabalhadores autônomos e famílias de renda baixa. Entre as medidas recém-anunciadas, estão a criação de benefícios para empregados domésticos e auxílios para trabalhadores temporários. A situação no país está crítica. O governo limitou a circulação de pessoas em todo o país, com exceção de trabalhadores de atividades essenciais.

França:
O governo francês liberou 300 bilhões de euros para um programa que suspende contratos de trabalho. Por outro lado, o Estado vai bancar parte do salário. O Executivo pretende expandir o esquema de “desemprego parcial”. Empresas com dificuldades temporárias vão poder parar a produção, com auxílio financiado pelo Estado e seguro-desemprego para cobrir parte da remuneração do pessoal.

(Fontes: jornais e agências internacionais)