Brasileiros registram recorde de saques da poupança, com R$ 321,1 bi

Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 3,52 bilhões, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central

atualizado 07/04/2021 16:34

O Banco Central apresentou como será a cédulaFelipe Menezes/Metrópoles

Sob os efeitos da pandemia da Covid-19, brasileiros precisaram tirar mais dinheiro das reservas bancárias para honrar seus gastos em março. Os saques em caderneta de poupança registraram recorde neste mês e superaram os depósitos em R$ 3,52 bilhões, de acordo com relatório publicado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (7/4). Este é o terceiro resultado negativo consecutivo.

Ao todo, a população sacou  R$ 321,1 bilhões da poupança. O valor é o maior volume da série iniciada em 1995 e reflete os impactos na economia causados pelo fim do auxílio emergencial e de outras medidas protetivas.

Apesar da captação líquida ter sido negativa, o volume de depósitos também foi alto e registrou o segundo maior montante da história, com R$ 317,6 bilhões.

O recorde de entradas foi em dezembro do ano passado, com R$ 339,8 bilhões. Esse resultado foi influenciado pela implementação de políticas assistencialistas do governo, como o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), o qual permitiu a suspensão ou redução dos contratos de trabalho e de jornada, com diminuição salarial, de forma temporária, e o próprio auxílio emergencial, que ajudou famílias de baixa renda a se estabilizarem na pandemia.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o BEm pode retornar a qualquer momento, enquanto o auxílio emergencial foi retomado nesta semana, mas na média de R$ 250, valor inferior aos R$ 600 distribuídos no ano passado.

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