Bolsa fecha semana valorizada em 7%; dólar recua e é cotado a R$ 5,14
A nove dias do segundo turno, investidores se voltam para o mercado brasileiro na expectativa do resultado das urnas
atualizado
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O Ibovespa saltou 2,35%, fechando aos 119.929 pontos nesta sexta-feira (21/10). Este é o patamar mais alto desde 6 de outubro, quando o pregão encerrou aos 117.560 pontos. Na semana, o índice registrou ganhos de 7%, a maior alta semanal desde 2020 – quando expandiu 7,42%.
O dólar encerrou em queda de 1,36%, cotado a R$ 5,14. Esta é a cotação mais baixa para a moeda desde 4 de outubro, quando encerrou o dia negociado a R$ 5,16. Na semana, a moeda norte-americana desvalorizou 3,38% em relação ao real.
Em meio às chances de virada de Jair Bolsonaro (PL) neste segundo turno e a manutenção da agenda pró-mercado de Paulo Guedes, o mercado impulsionou seu fluxo de investimentos nos ativos brasileiros, principalmente em empresas estratégicas e “estatais”.
A Petrobras foi a mais negociada do dia, com uma intensa valorização final de 3,43% e papéis negociados a R$ 37,72, o negociadores têm a expectativa de que, num eventual novo governo Bolsonaro, a empresa seja privatizada, abrindo o mercado de exploração de petróleo do Brasil – principalmente o pré-sal.
Outra empresa que se beneficiou desta possibilidade foi a Eletrobras: a recém-desestatizada registrou valorização de 2,36% a R$ 48,97. O mercado teme que se Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um crítico à privatização da elétrica, possa reverter a desestatização.
Além das estatais, as ações da Vale saltaram 2,93% neste pregão.
Já no exterior, o mercado repercute as sinalizações do Federal Reserve (Fed) de um menor “aperto” dos juros em dezembro, a fim de não “sufocar” a economia. Com isso, os índices de Nova York também saltaram nesta sexta. Standard & Poor’s (+2,37%), Dow Jones (+2,47%) e o Nasdaq (+2,31%).
