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Com inflação sob controle e a atividade econômica ainda lenta, a taxa básica de juros do Brasil caiu para o menor patamar desde que a Selic passou a ser usada como referência para a política monetária, em 1996. O Banco Central (BC) reduziu na noite desta quarta-feira (7/2) a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7% para 6,75% ao ano. Foi o 11º corte consecutivo.

O anúncio dos técnicos do BC atendeu expectativas do mercado, que não conseguia vislumbrar outra coisa desde que em dezembro do ano passado o mesmo colegiado tinha derrubado a Selic em 0,50 ponto porcentual, sinalizando o novo corte de hoje na decisão de então.

Tanto é assim que, de um total de 72 instituições consultadas antes do anúncio do BC pelo Estadão/Broadcast, 69 esperavam corte de 0,25 ponto porcentual da Selic hoje. Uma casa projetou corte de 0,50 ponto porcentual, para 6,50% ao ano, e duas instituições esperavam pela manutenção da Selic em 7,00% ao ano.

Para o economista Pedro Ramos, do Banco Sicredi, os sinais do BC foram claros e portanto não ficou dúvida de que o Copom iria cortar a Selic para 6,75%. “O BC teve várias oportunidades desde a última reunião em dezembro, mas não houve qualquer indício de outra redução a não ser de 0,25 ponto”, afirma.

As explicações detalhadas da decisão serão oferecidas por meio de uma ata do encontro que, em função do carnaval, será publicada apenas na quinta-feira da próxima semana, dia 15, às 8h — e não na terça-feira, dia 13.