Doria diz que negocia novos contratos de oxigênio para hospitais de SP

Neste sábado, pacientes tiveram de ser transferidos de uma UPA na capital paulista porque o estoque de oxigênio acabou

atualizado 20/03/2021 23:07

O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.Fábio Vieira/Metrópoles

Após uma unidade pública de saúde de São Paulo apresentar falta de oxigênio para pacientes com Covid-19 pela primeira vez na pandemia, o governador do Estado, João Doria (PSDB), afirmou na noite deste sábado (20/3) que o governo está negociando novos contratos com fabricantes de oxigênio para garantir o fornecimento adicional aos hospitais.

Veja postagem do governador paulista no Twitter:

Dez pacientes com Covid-19 da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ermelino Matarazzo, na zona Leste de São Paulo, capital, tiveram que ser transferidos para o Hospital de Itaquera por falta de oxigênio.

Segundo profissionais da unidade de saúde do Hospital de Itaquera ouvidos pelo Metrópoles, os pacientes chegaram durante a troca de plantão e estão todos em estado grave.

Também na zona leste, o Hospital João 23, que fica na Mooca, chegou a ter apenas uma hora de reserva de oxigênio, mas a unidade conseguiu ser abastecida.

À imprensa, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, diz que não há falta de insumos e que a situação aconteceu por conta de falta de fornecimento pela empresa White Martins.

“Nós temos estoque, mas há um novo ritmo de demanda. Abastecíamos as UPAs com oxigênio uma vez por semana. Hoje o fornecedor da prefeitura vai três vezes por dia e não dá conta”, disse Aparecido à rádio Bandeirantes.

A notícia causou forte comoção nas redes sociais. Veja postagem do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta:

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