*
 

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira (6/2) que vai aguardar o laudo final da Polícia Civil antes de se pronunciar sobre a morte do folião que foi eletrocutado ao encostar em um poste em que estava instalada uma câmera de segurança da Prefeitura.

“Estamos aguardando laudo final da Polícia Civil para um posicionamento final da prefeitura de São Paulo” , disse o tucano, repetindo a informação de que a instalação dessa câmera em específico não foi autorizada pela Prefeitura. “Ela foi instalada indevidamente e em condições técnicas inadequadas”, disse o prefeito.

No domingo (4) o estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu eletrocutado após encostar em um poste semafórico com câmeras para monitoramento de público instalado na esquina da Rua da Consolação com a Rua Matias Aires, no centro da cidade.

Responsável pela infraestrutura do carnaval de rua de São Paulo, a empresa Dream Factory lamentou o ocorrido com o estudante e reforçou que somente a perícia dos órgãos competetentes poderá informar se a causa da morte está ou não associada à instalação das câmeras da GWA System.

Enterro
O corpo do estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva foi enterrado nesta terça (6) no cemitério municipal de Cardoso, cidade que fica a 558 km da capital paulista. O velório do jovem aconteceu na noite de segunda-feira (5). Familiares e amigos lamentam e continuam inconformados com a morte de Lucas.

O estudante Heitor Henrique Ciciliano, de 21 anos, relata que é difícil expor com palavras o que aconteceu com o amigo. Eles costumavam curtir juntos o carnaval. “Estávamos seguindo com o bloco e decidimos ir ao banheiro na Rua Matias Aires. Quando estávamos voltando para o bloco, passamos pelas grades que tinham na rua para o controle de fluxo, nisso o Lucas, que estava na minha frente, apoiou-se no poste para não tropeçar e levou a primeira descarga elétrica. Caiu imediatamente. Com o tombo, encostou o pescoço no poste e levou a segunda descarga elétrica”, lamentou Ciciliano. Ele lembra ainda que o pescoço do amigo ficou queimado. Ao tentar puxar o Lucas pelo abadá, também sentiu a corrente elétrica nas mãos.

Ciciliano reforça que algumas pessoas tentaram ajudar, mas lamenta que a ambulância demorou 30 minutos para chegar ao local. “Deixei apenas um homem que fazia massagem cardíaca ajudá-lo e fui pedir socorro para os guardas municipais que estavam ao nosso lado junto a uma viatura, mas, nas palavras dos guardas, eles não podiam fazer nada, pois não eram treinados para primeiros socorros. Nesse momento, uma mulher que passava junto com o bloco se anunciou como médica e que faria os primeiros socorros. Diria também que um dos problemas do ocorrido foi que a ambulância demorou 30 minutos para chegar”, desabafou o amigo.

 

 

COMENTE

São PauloCarnavalJoão Doria
comunicar erro à redação

Leia mais: Brasil