Dívida bruta do governo atinge 79,2% do PIB em fevereiro, diz BC
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31/3) pelo Banco Central no Boletim de Estatísticas Fiscais
atualizado
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O setor público consolidado do Brasil teve déficit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. A dívida bruta do país atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Nos dois primeiros meses do ano, as empresas estatais federais acumularam déficit de R$ 4,16 bilhões. Foram R$ 3,33 bilhões em janeiro e R$ 829 milhões, em fevereiro. O resultado não inclui as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras.
O resultado é inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 19 bilhões. No entanto, ao que se refere à dívida pública, o resultado foi 0,5 ponto percentual maior do que o do mês anterior e atingiu 79,2% do PIB (R$10,2 trilhões).
É o que mostra o Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (31/3). Nessa segunda-feira (30/3), o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — tiveram déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro de 2026.
- Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas, superávit é quando acontece o contrário.
Destaques do setor público
O governo central e as empresas estatais registraram déficits com valores respectivos de R$ 29,5 bilhões e R$ 568 milhões. Já os governos regionais apresentaram superávit de R$ R$ 13,7 bilhões.
Em 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 52,8 bilhões (o equivalente a 0,41% do PIB), ante déficit de R$ 55,4 bilhões (0,43% do PIB) nos 12 meses acumulados até janeiro.
Dívida bruta
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 79,2% do PIB (R$ 10,2 trilhões) em fevereiro, o que representa aumento de 0,5 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.
Conforme o boletim, a evolução da dívida bruta no mês decorreu do efeito dos juros nominais apropriados, da emissão líquida de dívida, do efeito da valorização cambial e da variação do PIB nominal.
A dívida líquida do setor público (DLSP) cresceu no período analisado pelo Banco Central. A DLSP atingiu 65,5% do PIB (R$ 8,4 trilhões) em fevereiro, com acréscimo de 0,6 ponto do PIB no mês. Segundo o BC, esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados, da valorização cambial de no mês, do déficit primário, dos demais ajustes da dívida externa líquida e do efeito da variação do PIB nominal.
A dívida bruta é a soma de tudo o que o governo deve, enquanto a dívida líquida desconta desse total o que ele tem em reservas e aplicações financeiras.
