Desmatamento na Amazônia bate recorde em março: 367,61 km²

Os alertas de desmatamento bateram recorde no mês passado. Greenpeace critica gestão do governo atual e do ministro do Meio Ambiente

atualizado 09/04/2021 16:13

Março de 2021 bate recorde em alertas de desmatamento na AmazôniaReuters

De acordo com os dados Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), março bateu recorde nos registros de desmatamento da Amazônia. Foram devastados 367, km², segundo medições do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Este foi o maior alerta para o período, desde a criação da série histórica, a partir de 2015. No mesmo mês do ano passado, 326,9 km² foram desmatados. Antes, o março com mais devastação verificado pelos satélites foi 356 km², no período 2017/2018.

O Greenpeace reforçou que o aumento de 12,5% nas medições aconteceu mesmo com uma cobertura de nuvens, fato que pode dificultar a leitura dos radares do Deter.

Segundo a organização, o governo é o maior responsável pelos aumentos e recordes no desmatamento, o Greenpeace afirmou que de 2019 para 2020 a devastação subiu 9%.

“Com Ricardo Salles trabalhando contra o meio ambiente e o Congresso Nacional trabalhando para legalizar grilagem, flexibilizar o licenciamento ambiental e abrir terras indígenas para mineração, o desmatamento tende a continuar em alta” ressaltou Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace.

A entidade recordou sobre a paralisação do Fundo Amazônia e corte de recursos para a proteção do meio ambiente, confirmado pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021. Ainda foi apontado que grandes polígonos de desmatamento, áreas de até 5 mil hectares, têm sido mais observados por imagens de satélites.

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