Desmatamento ilegal na Amazônia chega a 8,5 mil km², diz Inpe

O dado é referente à série histórica, que considera o período de agosto a julho. Apenas no mês, o órgão registrou 1.487 km2 desmatados

atualizado 12/08/2022 10:58

Floresta Amazônica proxima a área desmatada e queimada. Incêndio próximo a propriedades rurais. Igo Estrela / Metrópoles

De acordo com dados do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (12/8), de agosto a julho deste ano, foram 8.590 km² desmatados na Amazônia Legal. É o quarto maior índice da série histórica.

O desmatamento só foi menor que os valores dos últimos três anos.

Entre os estados que mais desmataram, o Pará registrou 3.072 km² de destruição (35,7% do total). Ele é seguido pelo Amazonas, com 2.292 km² (26,7% do total), mesmo estado que ficou no topo do ranking no mês passado.

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Para Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, o percentual é “mais um número que estarrece, mas não surpreende”.

“O desmatamento fora de controle na Amazônia resulta de uma estratégia meticulosa e muito bem implementada de Bolsonaro e seus generais para desmontar a governança socioambiental no Brasil”, pontua Astrini.

“O que chamou atenção nos sobrevoos que realizamos neste último ano, além do avanço do desmatamento, é a quantidade de grandes áreas desmatadas em terras públicas não destinadas, em propriedades privadas e até mesmo em áreas protegidas”, explica.

Segundo ele, essa observação reitera que o desmatamento da Amazônia não é fruto da pobreza ou de pessoas em situação de grande vulnerabilidade. “Trata-se de esquema organizado, patrocinado por grandes proprietários e grileiros de terra que sentem-se protegidos pelo derretimento das políticas de proteção ambiental e combate ao desmatamento que ocorreram nos últimos anos”, acusa Rômulo Batista, porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil.

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