• A deputada do Mercado Comum do Sul (Mercosul) eleita pelo Paraguai María Eugenia Crichigno Paoli quer que todos os países do bloco se unam em torno do projeto Escola sem Partido. Na visão dela, essa construção poderia garantir uma melhora na qualidade educacional no continente. No parlamento do grupo, María Eugenia Paoli preside a Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Esportes.

“Como presidente da comissão, acho muito interessante o apoio e [a ideia de] coordenar ações no projeto que vocês têm aqui, o projeto de lei da escola sem partido, escola sem ideologia”, disse, em entrevista exclusiva ao Metrópoles na tarde dessa terça-feira (12/2).

“O que queremos é ver a possibilidade de coordenar, a partir do Parlamento do Mercosul, o que podemos fazer e como podemos apoiar, pois acreditamos que é bastante interessante”, prosseguiu.

María Eugenia, além de parlamentar do bloco, é professora universitária e proprietária de uma das maiores universidades privadas do seu país, a Universidad Politécnica y Artística del Paraguay (UPAP). Em sua primeira passagem por Brasília, ela vai se encontrar, na tarde desta quarta-feira (13/2), com o ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez.

“Sabemos que o Brasil é um dos países mais importantes e queremos trabalhar em conjunto. Mais que qualquer coisa, é uma visita formal, cordial, ao ministro da Educação, para deixar o nosso apoio, a partir da Comissão de Educação do Parlamento do Mercosul”, disse.

Venezuela
María Eugenia é crítica do governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. Ainda assim, acredita em uma solução negociada para os problemas que o país enfrenta. Ela contou que, na última segunda-feira (11), esteve na reunião do parlamento realizada em Montevidéu, no Uruguai.

Na ocasião, conforme ela afirmou, não foi possível chegar a uma decisão sobre como o bloco deveria se posicionar a respeito da crise política e humanitária que o país enfrenta. Recentemente, o presidente da Assembleia Nacional – o Congresso venezuelano –, Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino do país.

“Realmente é uma lástima. Não se pode chegar a um acordo, a uma resolução. Houve disparidade no que estavam discutindo e passaram para a assembleia que será realizada do dia 18 a 25 de março, para ser decidido na plenária do parlamento”, disse.

“Se chegou a um acordo de que a situação é muito grave e que necessita do nosso apoio, e realmente necessitaríamos dialogar com eles [venezuelanos] e ver a possibilidade de se chegar a eleições democráticas e livres sob fiscalização dos organismos internacionais”, concluiu.

A Venezuela também é um país-membro do Mercosul, mas desde a escalada de violência entre grupos políticos, sobretudo aqueles ligados ao regime de Maduro, ela foi suspensa do grupo.