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Um dos presos nesta quinta-feira (29/3) pela Polícia Federal na Operação Skala, o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo Wagner Rossi divulgou nota, por meio de sua defesa, declarando inocência e atacando a prisão.

Para ele, “são abusivas as medidas tomadas”, após pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso.

“Wagner Rossi aposentou-se há sete anos. Desde então, nunca mais atuou profissionalmente na vida pública ou privada. Também nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Mora em Ribeirão Preto (SP), onde pode ser facilmente encontrado para qualquer tipo de esclarecimento. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado. Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência”, destacou o texto.

Rossi deixou o Ministério da Agricultura ainda em 2011, após uma série de denúncias ligarem seu nome a irregularidades na pasta e na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele é pai do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) e foi citado na delação de executivos da J&F e da JBS.

Em nota, a PF disse que não vai se manifestar.

Operação Skala
A operação investiga a edição de um decreto que teria beneficiado empresas do setor de portos. O presidente Michel Temer (MBD) está sob suspeita de favorecer a Rodrimar. Um dos donos do grupo, Antônio Celso Grecco também foi preso.

Foram detidos ainda o ex-assessor e amigo de Temer há mais de 50 anos, José Yunes; e o coronel da reserva da PM João Batista de Lima Filho.

Um inquérito apura se decreto presidencial promulgado em 2017 favoreceu empreiteiras e empresas do setor de portos em troca de propina.

 

 

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