Defensora das tradições goianas, Tia Tó morre aos 89 anos

Antolinda Borges sempre foi presente em eventos culturais, sociais e políticos da cidade de Goiás, antiga capital goiana; ele teve um AVC

atualizado 24/06/2021 21:09

goias tia toReprodução

Goiânia – Antolinda Baía Borges, conhecida como Tia Tó, morreu na tarde desta quinta-feira (24/6), aos 89 anos. Ela era considerada defensora da cultura e da história da antiga capital goiana, a cidade de Goiás. A idosa foi vítima de complicações de um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame.

Tia Tó passou mal e foi internada no último dia 15, no hospital São Pedro de Alcântara, na Cidade de Goiás. Com o agravamento do caso, ela foi transferida para o Hospital do Coração, em Goiânia. Na terça-feira (22/6), ela teve um acidente vascular cerebral (AVC) e seu quadro piorou. Ela chegou a ser intubada, no entanto, a situação era irreversível.

Pêsames

Por meio das redes sociais, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) lamentou a morte da idosa. “Recebi com muita tristeza a notícia de que uma das figuras mais importantes da Cidade de Goiás, a Tia Tó, morreu nesta tarde. Ela tinha 89 anos e não resistiu às complicações de um AVC. Meus sinceros sentimentos à família e amigos de Antolinda Baía Borges”, disse o democrata.

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo também lamentou o falecimento de Tia Tó. “Tia Tó e a Cidade de Goiás se confundem. Ela era o rosto dela amada Vila Boa de Goiás, Patrimônio da Humanidade, título que, aliás, dever-se em grande monta ao incansável trabalho realizado por ela e outros abnegados apaixonados pela justa causa”, declarou.

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Cultura

Antolinda chegou a Goiás com pouco mais de dois anos de idade. Empresária e proprietária de uma pousada, localizada no Centro Histórico, ela era uma cidadã ativa no município. Considerada defensora da cultura vilaboense, Tia Tó foi uma das responsáveis na luta pelo reconhecimento de Patrimônio Histórico e Cultural concedido pela Unesco à cidade em 2001, e também foi diretora do Museu de Arte Sacra da Boa Morte durante 19 anos.

A empresária sempre foi figura presente em eventos políticos, culturais e sociais da cidade. Trabalhou durante 40 anos na Casa Veiga, o estabelecimento comercial mais importante da Cidade de Goiás. Foi convidada para ser guardiã das igrejas do município pela Fundação Nacional Pró-Memória, e precursora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se funcionária pública federal.

Tia Tó foi escolhida pelo Instituto Biapó como a personagem do curta-metragem “Museu Boa Morte através do olhar de Antolinda Borges”. Na produção, ela conta a história do museu, que fica no centro histórico da Cidade de Goiás. Em 2021, o filme foi esteve entre os selecionados do Festival de Cinema e Memórias Cerratenses (FCMC).

Antolinda Baía Borges foi homenageada com a Medalha Veiga Valle e a Ordem do Mérito Anhanguera, honraria concedida pelo governo estadual.

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