Crime na casa de enteado de Arthur Virgílio mobiliza polícia

Em entrevista ao Fantástico, o delegado Paulo Roberto Martins disse que a versão contada pelos envolvidos não convence

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atualizado 14/10/2019 8:48

O assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, que ocorreu na casa do enteado do prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio (PSDB), está mobilizando a Polícia Civil do estado. Em entrevista ao Fantástico deste domingo (13/10/2019), o delegado Paulo Roberto Martins disse que a versão contada pelos envolvidos não convence as autoridades da autoria do crime. A polícia acredita que Alejandro Valeiko, filho de Elizabeth Valeiko, a primeira-dama, está escondendo informações.

Alejandro contou à polícia que homens encapuzados invadiram a casa para cobrar uma dívida de drogas de Flávio e sequestraram o engenheiro. Segundo ele, os bandidos teriam esfaqueado o amigo ainda na garagem da casa.

O síndico do condomínio, entretanto, disse que ninguém entrou no condomínio sem se identificar na portaria. Imagens da câmera de segurança mostram que por volta das 22h14 do dia 29 de setembro o policial militar Elizeu da Paz, segurança e assessor pessoal do prefeito, chegou com o carro da prefeitura no local. No banco do carona, estava o lutador de MMA Mayc Parente.

Em depoimento, Eliseu contou que entrou na casa para dar um susto no grupo. Segundo o PM, ele costumava ir à residência de Alejandro a pedido do prefeito. Mayc teria dado duas coronhadas no filho da primeira-dama e começou uma briga generalizada na casa. Flávio deu socos na dupla e Elielton Magno, de 22 anos, que também estava no local, foi atingido.

O PM e o lutador imobilizaram o engenheiro e teriam levado Flávio para fora do condomínio por volta das 22h33. Ainda não se sabe se morto ou vivo. O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois em um terreno baldio a 10 km do condomínio. Havia sinais de tortura e espancamento.

Após a confusão, Magno, que estava esfaqueado, pediu ajuda aos seguranças da guarita.

A cena do crime foi lavada antes da perícia. Ao Fantástico, a primeira-dama confessou que sua filha limpou sangue com papel em uma área da casa. Mayc confessou o assassinato, mas a polícia ainda tem dúvidas sobre a autoria.

“Não adianta nós fecharmos esse inquérito com uma confissão que não está cristalina”, diz o delegado ao programa dominical. A prefeitura de Manaus abriu sindicância para investigar o uso de um carro público na ocultação de um corpo.

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