Covid-19: governo quer priorizar 1ª dose da vacina para reduzir transmissão

Somente depois dessa fase, seria iniciada a segunda aplicação no país. O ministro não cravou uma data para o início da campanha

Para agilizar a vacinação contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde pretende priorizar a primeira dose da vacina, que é aplicada em duas vezes.

Em Manaus, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que a medida é para fazer a imunização em massa da população. Somente depois dessa fase, seria iniciada a segunda aplicação no país.

O ministro afirmou que a primeira dose da vacina proporciona uma proteção de 71%, enquanto as duas aplicações combinadas levaria à imunização “para cerca de 90%”.

“É uma estratégia que a SVS [Secretaria de Vigilância em Saúde] vai fazer para reduzir a pandemia. Talvez o foco não seja na imunidade completa, mas na redução da contaminação, e aí a pandemia diminui muito”, explicou.

Apesar do detalhamento, o ministro não cravou uma data para o início da campanha. Pazuello afirmou que a campanha começará “no dia D e hora H”. De acordo com o chefe da pasta, a imunização terá início até quatro dias após a aprovação do uso emergencial da vacina.

Pazuello frisou que cada estado tem o seu programa de vacinação e que os municípios assumem a responsabilidade de deixar as salas de imunização prontas.

1/12
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles
Moises Dias/Metrópoles

 

“No PNI [Plano Nacional de Imunização], cabe ao ministério fazer chegar [as vacinas] aos estados e municípios. O plano logístico é individualizado por estado, por isso a gente fala que cada estado tem seu próprio plano. O plano do município é de execução”, afirmou.

Pazuello ressaltou que foram contratadas 354 milhões de doses. Para janeiro, a expectativa é de aplicar as vacinas, se liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Butantan (6 milhões) e da Fiocruz (2 milhões). Segundo o ministro, as empresas que desenvolvem imunizações fora do Brasil ofereceram quantidades “pífias” de doses e com muitas exigências.