Covid-19: estudante que usava máscara relata racismo de segurança
O caso que aconteceu no Rio de Janeiro viralizou nas redes sociais. O jovem tem 21 anos e estuda relações internacionais
atualizado
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Em meio a pandemia do coronavírus, um relato de racismo viralizou nas redes sociais. A experiência foi compartilhada na noite dessa equarta-feira (08/04) por Carlos Paulo Falcão Cândido da Silva, de 21 anos.
O estudante de relações internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) relata que tinha ido ao mercado a pedido da mãe e, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), usava uma máscara, para se proteger da Covid-19.
O jovem alega que ao chegar ao supermercado, foi abordado aos gritos por um segurança. O caso aconteceu no bairro de Alcântara, no município de São Gonçalo (RJ).
Hoje, 08/04, às 14h, fui ao supermercado da rede Carrefour – praticamente ao lado da minha casa – comprar alguns itens que minha mãe havia pedido. Era um dia chuvoso e frio, eu estava de capuz, durag – um acessório de cabeça usado para um corte de cabelo – e máscara que protegia+
— paulo falcao ??♂️ (@paulobrabissimo) April 8, 2020
meu nariz e boca, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde em tempos de pandemia de Covid-19. Ao entrar nas Lojas Aericanas, fui abordado grosseiramente por um segurança do Carrefour que AOS GRITOS dizia haver uma lei que me proibia de usar o capuz. +
— paulo falcao ??♂️ (@paulobrabissimo) April 8, 2020
A lei existe, de fato É a LEI Nº 6717 de 18 de março de 2014. O artigo primeiro proíbe “o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculta a face, nos estabelecimentos comerciais, públicos ou aberto ao público”. No parágrafo segundo+
— paulo falcao ??♂️ (@paulobrabissimo) April 8, 2020
a lei deixa claro que “os bonés, capuzes e gorros não se enquadram na proibição”, a não ser que ocultem a face da pessoa, o que não era o caso.
Cito ainda o parágrafo terceiro, sem dúvida o mais importante: “a abordagem aos usuários de bonés, capuzes e gorros deverá ocorrer +
— paulo falcao ??♂️ (@paulobrabissimo) April 8, 2020
a lei deixa claro que “os bonés, capuzes e gorros não se enquadram na proibição”, a não ser que ocultem a face da pessoa, o que não era o caso.
Cito ainda o parágrafo terceiro, sem dúvida o mais importante: “a abordagem aos usuários de bonés, capuzes e gorros deverá ocorrer +
— paulo falcao ??♂️ (@paulobrabissimo) April 8, 2020
Nas publicações, o jovem afirmou que espera que o Carrefour e as Lojas Americanas tomem alguma medida sobre o caso. Ao jornal O Globo, Carlos disse que já registrou um boletim de ocorrência online por injúria racial.
Carrefour
O perfil oficial do super-mercado respondeu, na mesma postagem, informando que a rede de supermercados lamenta o ocorrido e que repudia qualquer forma de preconceito. O mercado informou, porém, que o segurança citado não é de responsabilidade da rede mas, sim, do centro comercial onde está instalada a unidade.
