Com entraves no Senado, saiba os apoios de Messias dentro do STF
André Mendonça apoia Messias junto à ala evangélica do Senado Federal. Outros ministros atuam de forma mais discreta
atualizado
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Com a data da sabatina marcada para 10 de dezembro e entraves para conquistar votos no Senado, Jorge Messias conta com o apoio discreto de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje advogado-geral da União, Messias foi o indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso, que se aposentou em setembro.
No entanto, o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), fazia campanha para seu antecessor, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), e não tem demonstrado forte apreço pela escolha de Lula.
Dentro do Supremo, alguns ministros têm apontado apoio a Messias na interlocução pública e reservada com senadores. A postura atual é bem diferente da que foi adotada na última indicação do presidente Lula ao Supremo, quando diversos ministros publicamente elogiaram a escolha de Flávio Dino, então ministro da Justiça e senador. Ainda assim, Messias não está desamparado por seus futuros pares.
André Mendonça, no primeiro momento da indicação de Lula, fez apoio público a Messias e atua junto à ala evangélica no Senado. Nas redes sociais, Mendonça garantiu o “apoio no diálogo republicano junto aos senadores”.
Vale lembrar que Messias também é evangélico e que André Mendonça esperou quatro meses para que Alcolumbre, à época presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcasse sua sabatina, em 2021. O ministro Cristiano Zanin também entra em campo com apoio. Nunes Marques cumprimentou Messias pela indicação e analisa o cenário.
Luiz Fux não ligou para Messias, mas recebeu uma ligação do AGU para falar da indicação e sobre a campanha que iniciaria no Senado. Fux não fará movimento político pela indicação do AGU, mas afirma a interlocutores que torce por Messias.
Gilmar Mendes chegou a publicar nota parabenizando Messias pela indicação de Lula ao cargo de ministro do STF, mas não fará interlocução junto a senadores. Flávio Dino também não.
CCJ
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para analisar a indicação de Messias à Corte será realizada em 10 de dezembro. A votação no plenário deve ser realizada no mesmo dia.
Governistas temem que a votação tenha sido marcada rápido demais e não dê ao AGU tempo suficiente para buscar apoio entre os senadores.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), entretanto, afirma que seria melhor “resolver” a análise ainda neste ano. “Seria melhor resolver logo agora. O problema é que ele precisa fazer contato com lideranças, com bancadas”, disse.
