Review: Galaxy S10+ é exageradamente um smartphone premium

Novo aparelho da Samsung se destaca pelas cinco câmeras, performance e compartilhamento da bateria. Mas preço não atrai e vai até R$ 8.999

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atualizado 26/04/2019 16:32

“Eu sou mesmo exagerado.” O verso, da famosa música que ficou marcada na voz de Cazuza, pode resumir o que é o novo smartphone premium da Samsung, o Galaxy S10+. De fato, o dispositivo é mesmo exagerado em todos os sentidos, mas isso não é ruim. Muito pelo contrário. Em teste realizado pelo Metrópoles, foi possível comprovar todas as funcionalidades do aparelho, desde a performance em games e testes com as surpreendentes cinco câmeras até o novíssimo recurso de compartilhamento da bateria.

O Galaxy S10+ é, talvez, o smartphone mais completo já lançado no mercado. Isso porque traz tecnologia de ponta, ótima performance e câmeras com o selo Samsung de qualidade – ou seja, ótimas. Testamos durante uma semana o desempenho da 10ª geração da badalada linha de smartphones e pudemos sentir que, a cada atualização, mais (boas) novidades são agregadas à linha.

Disponível nas lojas brasileiras desde o início de abril, o Galaxy S10+ se rendeu e entrou na era dos smartphones sem bordas e com mais espaço útil na parte frontal do aparelho. Diferente do grande concorrente, o iPhone X, o novo dispositivo sul-coreano não usa “franjas” (também conhecidas como notch), mas sim dois pequenos “olhinhos”, o que faz destacar ainda mais as 6,4 polegadas da tela AMOLED. Apesar do generoso tamanho, ele pesa apenas 175 gramas.

Tecnologia de ponta, câmeras perfeitas e inovação. A décima geração do Galaxy S é o smartphone mais completo do mercado atualmente

Bateria e processador “daqui até a eternidade”

Por dentro, o aparelho conta com um processador Exynos 9820 de oito núcleos, 8 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno. Em testes com games, o dispositivo se saiu muito bem, rodou títulos como Arena of Valor e Need for Speed de forma suave e não apresentou travamentos ou lentidões. Porém, em alguns momentos foi verificado que esquentou um pouco além do esperado.

A bateria, de 4.100 mAh, mostrou um desempenho satisfatório. Afinal, com utilização contínua – que incluiu o uso de redes sociais, visualização de vídeos, audição de músicas, jogar games e fazer ligações –, foi possível ficar aproximadamente 17 horas sem a necessidade de usar o carregador. Nada de extraordinário, mas não vai te deixar na mão.

Uma das novidades é o Wireless PowerShare, que transforma o aparelho em um carregador de bateria para outros dispositivos. O recurso é ideal para momentos de aperto, quando um amigo estiver longe de tomadas e quiser “abocanhar” um pouco da energia alheia. Porém, como a tecnologia Qi ainda é incipiente, nem todos os produtos são compatíveis. Pessoalmente, devo confessar que a novidade não me animou muito, uma vez que o S10+ não tem essa bateria toda de reserva, capaz de ser compartilhada com todo mundo que aparecer pelo caminho.

 

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O Galaxy S10+ permite carregar outros aparelhos

Câmeras perfeitas “até nas coisas mais banais”

Para quem curte fotografia, o modelo é perfeito, já que traz surpreendentes cinco câmeras. Na parte traseira estão localizadas três, todas elas com ótima qualidade e funções específicas. A principal tem 12 MP e abertura variável (f/1.5-2.4). Há também uma lente teleobjetiva que permite um zoom óptico de duas vezes e uma ultrawide, que possibilita fotos amplas, perfeita para paisagens.

As três câmeras deram um salto na qualidade já reconhecida dos aparelhos da linha Galaxy S. Tanto de dia quanto à noite, as fotografias saem com boa iluminação, baixo ruído, cores fiéis e ótima nitidez.

Na parte frontal do aparelho há duas câmeras: uma com 10 MP e abertura de f/1.9; e outra com 8 MP e f/2.2, esta com efeito de profundidade e função foco dinâmico, que facilita bastante a vida dos usuários que gostam de tirar selfies. Além disso, agora, as fotos dependem menos da iluminação do ambiente. Porém, o ponto negativo vai para o software do S10+, pois, sempre que possível, tenta dar aquela “maquiada” no rosto, mesmo com o modo embelezamento desativado.

Para quem deseja registrar vídeos, a notícia também é boa: o dispositivo permite gravar em 4K a 60 frames por segundo, com as câmeras traseiras, e a 30 com a frontal. Ainda há estabilização ótica nos sensores de trás, que possibilitam realizar filmagens mais suaves e delicadas. Existem também os recursos: Super Slow-Motion, que produz vídeos em resoluções até Ultra HD de 3840 x 2160 pixels; câmera lenta em full HD; e time-lapse.

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Em ambiente claro e aberto, é possível observar cores vibrantes e com ótimo contraste

Som, segurança e tecnologia

A qualidade do áudio também é premium. São dois alto-falantes estéreos com tecnologia Dolby Atmos, um na parte inferior e outro na superior. Eles permitem uma imersão diferenciada ao usuário, seja na execução de games ou reprodução de músicas.

No quesito segurança, a sul-coreana substituiu o tradicional sensor biométrico físico por um ultrassônico, que aumenta a proteção e a experiência do usuário. Agora, o recurso se encontra na própria tela do aparelho e realiza mapeamento 3D para identificar as digitais. O processo é bastante rápido e permite o desbloqueio instantâneo do celular. Além disso, a autenticação biométrica funciona com alta ou baixa luminosidade, assim como o reconhecimento facial.

O smartphone oferece suporte para dois chips, e o usuário pode definir uma conta pessoal e outra profissional, por exemplo. O aparelho tem ainda a certificação IP68, tornando-o resistente à poeira e até 1,5 m debaixo d’água. Outra novidade é o painel Dynamic Amoled, que emite menos luz azul, que atrapalha o sono. Essa função é automática e não altera as demais cores do display.

“Minhas mancadas”

Porém, nem tudo são flores para o Galaxy S10+ e, infelizmente, há algumas mancadas, sim. O primeiro ponto é discutido desde quando a Bixby foi criada e implementada nos aparelhos brasileiros. A ferramenta não funciona da maneira que deveria e ainda conta com um botão totalmente desnecessário, próprio para “chamar” a assistente. O segundo ponto se refere ao botão liga/desliga, posicionado em um local bem acima do ideal. Não é possível pressioná-lo sem ter que deslizar a mão toda, tornando a ação pouco prática.

O design também pode não agradar a 100% do público. Isso porque o corpo de vidro é elegante, mas deixa o aparelho com aparência de sujo, com digitais por todas as partes. Isso fica nítido em dispositivos mais escuros. Além disso, mesmo com a tecnologia Gorilla Glass 6 – que, segundo a fabricante, oferece mais proteção contra riscos e danos –, o gadget continua sendo de vidro, e o medo em deixá-lo cair e se estraçalhar é constante. Ou seja, melhor não arriscar andar sem capinha e película.

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Corpo de vidro = perigo constante

Por fim, e não menos importante, o preço. O gadget é sensacional e, atualmente, o melhor do mercado, mas o preço assusta. Afinal, pagar entre R$ 5.499 e R$ 8.999 em um celular não é tão simples. Porém, se dinheiro não é problema para você, o Galaxy S10+ é o melhor e mais avançado modelo possível.

Galaxy S10 +

  • Tamanho da tela: 6,4 polegadas
    Câmera principal: 12 MP, 12 MP e 16 MP
    Câmera frontal: 10 MP e 8 MP
    Sistema: Android 9 (Pie)
    Processador: Exynos 9820
    Memória RAM: 8 GB ou 12 GB
    Armazenamento: 128 GB, 512 GB ou 1 TB
    Bateria: 4.100 mAh
    Preços: R$ 5.499 (128 GB e 8 GB RAM), R$ 6.699 (512 GB e 8 GB RAM) e R$ 8.999 (1 TB e 12 GB RAM)

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