Cervejaria retoma obras de fábrica onde fóssil de Luzia foi encontrado

Justiça autorizou volta da construção após derrubada de embargo do ICMBio

atualizado 07/10/2021 9:22

Reprodução

A Justiça autorizou, na quarta-feira (6/10), a retomada da construção de uma fábrica da Heineken na cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. A obra foi embargada pois poderia causar danos ao local onde foi encontrado o fóssil humano mais antigo das Américas, Luzia.

Segundo a prefeitura de Pedro Leopoldo, a empresa se comprometeu a respeitar  “todos os entendimentos referentes ao caso”.

“Apesar da decisão judicial permitir a completa retomada das atividades, neste momento as obras permanecerão suspensas até a finalização do diálogo com os órgãos competentes”, disse o órgão pelas redes sociais.

Em setembro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) embargou a região da obra da cervejaria, onde pretende-se produzir 760 milhões de litros de cerveja por ano.

De acordo com documento, a Heineken não avaliou a “compatibilidade do empreendimento com o Decreto de Criação e o seu Plano de Manejo”. O instituto ainda disse que havia alto risco geológico no local e que a fábrica causaria grandes impactos nos lençóis freáticos e em cavernas da região, uma vez que bombaria 150 m³ de água por hora.

Por fim, o ICMBio ressaltou que a área de 1,7 hectares que a cervejaria ocuparia era muito grande. “O empreendimento fatalmente afetará a área de influência da caverna Lapa Vermelha”, diz o texto.

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