Caso Miguel: MP denuncia Sarí por abandono de incapaz com resultado morte

Miguel Otávio caiu do 9º andar de um prédio, uma altura de 35 metros, quando estava sob os cuidados da primeira-dama de Tamandaré

atualizado 14/07/2020 12:24

Mirtes, Miguel e SariArquivo Pessoal

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou a primeira-dama de Tamandaré, Sarí Corte Real, nesta terça-feira (14/7), pela morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Centro de Recife.

O promotor criminal Eduardo Tavares denunciou Sarí por abandono de incapaz com resultado de morte, combinado com artigos do Código Penal brasileiro, que agravam as penas por ter sido contra criança em meio à conjuntura de calamidade pública.

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Sarí foi indiciada pela polícia no dia 1º de julho por abandono de incapaz. O crime tem pena prevista de quatro a 12 anos de prisão. De acordo com as investigações, a primeira-dama também infringiu uma lei municipal, no dia do crime, que proíbe a presença de menores de 10 anos desacompanhados em elevadores. Ela responde ao processo em liberdade.

Entenda o caso

Quando sofreu a queda, Miguel estava sob cuidados de Sarí Corte Real. A mãe dele, Mirtes Renata Santana, trabalhava na casa da família do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, como empregada doméstica.

Pouco antes da morte do menino, Mirtes havia deixado o apartamento para passear com o cachorro da família. Miguel então foi atrás da mãe. Imagens da câmera de segurança mostram o momento em que o garoto entrou sozinho no elevador e foi seguido por Sarí.

A ex-patroa apertou um botão e, em seguida, o elevador se fechou. O elevador para em um dos andares, mas a criança não desceu. O menino foi parar no 9º andar, de onde caiu de uma altura de 35 metros.

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