Caso Henry: Barra D’or reafirma que menino já chegou morto ao hospital

Documento rebate defesa de Jairinho, que alega que a morte do menino foi causada devido às manobras feitas durante o atendimento

atualizado 11/07/2022 15:24

Fotografia colorida de Henry Arquivo Pessoal

Rio de Janeiro- Em um documento enviado ao Tribunal de Justiça, o Hospital Barra D’or reafirmou que Henry Borel chegou morto à unidade de saúde no dia 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Mãe, Monique Medeiros, e padrasto, o ex-vereador Jairinho, são acusados pela morte do menino.

A defesa de Jairinho diz que a morte de Henry foi causada devido às manobras feitas durante o atendimento no hospital Barra D’or. O documento enviado à Justiça nega as acusações.

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“Vale mencionar que a criança, no momento de sua chegada, já apresentava, ao exame físico, sinais de rigidez em mandíbula e pupilas midriáticas fixas, condição que indicava a presença de parada cardiorrespiratória há algum tempo”, diz um trecho do documento que o Metrópoles teve acesso.

Mesmo sabendo que o menino já estava morto, a equipe médica tentou fazer todas as manobras de ressuscitação em Henry:

“Nota-se, portanto, que a rigidez apresentada na região da mandíbula do menor Henry Borel, já significava a existência de sinais médico legais de certeza de morte e, ainda que tenham sido realizadas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, não seria esperado que fossem eficazes” diz o documento assinado pelo professor e médico Daniel Romero Muñoz.

A mãe do menino, Monique Medeiros, e o companheiro na época, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, são acusados de homicídio duplamente qualificado pela morte de Henry, de 4 anos, em 8 de março de 2021. Ele apresentou 23 lesões pelo corpo.

“Diante do apresentado, não se pode falar em qualquer relação entre a morte de Henry Borel, constatada no exame necroscópico como tendo sido causada por hemorragia decorrente de rotura hepática, e as condutas adotadas nas dependências do Hospital Barra D’Or, uma vez que já havia sinais evidentes de que a criança já se encontrava morta quando se deu o atendimento”, diz o documento.

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