Caso Bacabal: secretário diz que todas as hipóteses são investigadas

Polícia Civil mantém todas as linhas de investigação abertas. Sem pistas concretas, buscas se intensificam na mata e no rio

atualizado

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Crianças desaparecidas em Bacabal - Metrópoles
1 de 1 Crianças desaparecidas em Bacabal - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

As investigações sobre o desaparecimento das crianças no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), seguem em curso e sem exclusão de cenários. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses são apuradas pela Polícia Civil.

“Eu não posso adiantar nenhuma investigação. O que posso afirmar é que todas as possíveis causas desse desaparecimento estão sendo investigadas pela Polícia Civil”, declarou o secretário neste sábado (17/1). Segundo ele, já há um inquérito policial instaurado, com uma comissão de delegados, agentes e investigadores dedicados ao caso.

Apesar disso, Martins explicou que, neste momento, o esforço maior está concentrado nas buscas. “Entendemos que é a tese mais robusta é a de que essas crianças estejam perdidas. Mas vamos esgotar todas as possibilidades. Nosso foco principal é encontrar essas duas crianças”, afirmou.

A área das buscas, que chegaram ao 14º dia neste sábado, foi definida com base nas informações prestadas por Anderson Kauan, de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4. O menino também desapareceu, mas foi encontrado três dias depois.

De acordo com o relato dele, o último local onde esteve com os primos é conhecido como “Casa Caída”, uma cabana improvisada na mata onde as crianças teriam passado ao menos uma noite.

Marinha passa a entregar força-tarefa

A Marinha do Brasil passou a integrar oficialmente, neste sábado, a força-tarefa montada para localizar as crianças. Desde o desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, no dia 4 de janeiro, uma grande força-tarefa atua na região, reunindo agentes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Exército e mais de mil voluntários.

A Marinha atua com equipamentos específicos para buscas em águas turvas, além de embarcações e militares treinados para varreduras fluviais.

A partir deste domingo (18/1), a estratégia inclui o uso de um sonar para buscas no rio. De acordo com o oficial, equipamento utilizado é o mesmo empregado em grandes operações anteriores, como nas buscas após o desabamento da ponte entre Estreito (MA) e o Tocantins.

“O sonar faz um escaneamento do leito do rio, da coluna d’água e do fundo. A imagem é gerada em tempo real, o que permite identificar qualquer tipo de anomalia no ambiente subaquático”, detalhou.

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