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Brasil

Carlos ameaça "corrigir" prefeitos do PL que não apoiem Flávio

Filho 03 de Bolsonaro pediu que apoiadores exponham políticos de direita que não tenham feito publicações recorrentes de apoio a Flávio

21/04/2026 12:55, atualizado 21/04/2026 13:59
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Carlos ameaça “corrigir” prefeitos do PL que não apoiem Flávio

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) disse, nesta quarta-feira (21/04), que vai levantar nomes de prefeitos e vereadores do Partido Liberal que não declararem apoio recorrentemente nas redes sociais à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que pretende levar a lista para a executiva nacional para “corrigir” a postura de correligionários.

A declaração se dá em um momento de sucessivos atritos dentro da direita à frente das eleições presidenciais. Carlos e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, lideram uma ala do bolsonarismo que tem cobrado o apoio enfático de aliados à candidatura do irmão mais velho.

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No início do mês, Eduardo, que perdeu o mandato ao se mudar para os Estados Unidos em 2025, bateu-boca com o Nikolas Ferreira (PL-MG) e disse que o deputado federal “desrespeita” a família Bolsonaro por não dar o apoio esperado a Flávio Bolsonaro.

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Em publicação nas redes sociais, Carlos disse que “quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa” e pediu que seguidores exponham lideranças locais que não tenham se posicionado a favor da pré-candidatura ou façam postagens em prol do pré-candidato à Presidência.

“Assim se faz política, se exerce a democracia e se faz grupo e não oportunidade momentânea. Isso não é divisão, é busca por união e coerência. O resto é narrativa de quem não merece seu apoio ou simplesmente está dormindo no ponto. É surreal, mas essa é a vida. Seguimos, pois temos um Brasil para ajudar a salvar!”, disse.

O ex-vereador do Rio ainda ironizou a repercussão que a iniciativa poderia ter e disse “não ter problema” em causar “revolta” ou perda de apoio no processo eleitoral. “Espero não ter sido agressivo, mas muito macio para não magoar e não dividir a união da direita”, disse.