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Uma nova greve dos caminhoneiros autônomos está prevista para 22 de janeiro, dois dias após a reunião que deve ocorrer na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o reajuste da tabela do frete. A mobilização da categoria acontece via grupos de WhatsApp e tem como objetivo manifestar a insatisfação com o descumprimento do piso mínimo do frete. As informações foram divulgas nesta terça-feira (4/12) pelo site da revista Veja.

O presidente Michel Temer aceitou várias exigências dos caminhoneiros para dar fim à greve geral promovida pela categoria em maio deste ano, sendo uma delas a criação de uma tabela com valores mínimos para frete e a redução do preço do diesel. Porta-voz do Comando Nacional do Transporte, Ivar Luiz Schmidt diz que “pouquíssimas empresas pagam o piso mínimo, talvez uns 2%. O restante continua igual, paga o que quer”.

Ainda segundo a revista, a categoria reivindica fiscalização por parte da ANTT e que a reguladora condicione a emissão do código identificador de operação de transporte (Ciot) ao cumprimento da tabela de piso mínimo do frete. Sem esse código, o caminhão não pode carregar a carga.

Outro lado
As duas principais entidades ligadas aos caminhoneiros são a Confederação Nacional de Transportes Autônomos (CNTA), que afirmou desconhecer a paralisação, e a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), a qual não se pronunciou sobre o assunto.

A ANTT não se manifestou até a publicação da reportagem no site da revista. Mas, em outubro, a agência informou que a tabela de piso mínimo de frete estava em vigor e, por isso, tinha intensificado as fiscalizações.