Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Busca da PF no TSE é restrita à sala do procurador Ângelo Goulart

Ação foca, exclusivamente, o procurador da República, alvo de mandado de prisão na operação originada da delação da JBS. Ele está preso

18/05/2017 09:38, atualizado 18/05/2017 10:34
Felipe Menezes/Metrópoles
Busca da PF no TSE é restrita à sala do procurador Ângelo Goulart

A Operação Patmos da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (18/5) também faz buscas na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A ação foca exclusivamente o procurador Ângelo Goulart, alvo de mandado de prisão na operação originada da delação premiada da JBS. Ele já está preso. Além dele, o advogado Willer Tomaz, supostamente ligado ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), também está na cadeia.

Goulart atua no TSE com o vice-procurador-geral Eleitoral Nicolao Dino, que está acompanhando as medidas da PF. A busca e apreensão é restrita à sala do procurador, que fica na área da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), no quinto andar do prédio. A PF deve levar computadores e mídias.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Já Villela é integrante da força-tarefa da Operação Greenfield, que apura desvios de recursos em fundos de pensão, e, de acordo com a delação da JBS, estaria repassando informações sigilosas aos investigados. Contra a irmã do senador tucano foi expedido mandado de prisão. Ela não foi encontrada pela PF e a Interpol acionada.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Ângelo Goulart teria se encontrado com representantes da JBS sem comunicar aos colegas. Conforme as colaborações, numa ocasião, teria ligado para um dos investigadores da força-tarefa, na presença de integrantes do grupo empresarial, e colocado a conversa em viva-voz. Ele também teria tirado uma cópia de diálogo de procuradores sobre do caso, em grupo privado do Instagram, e repassado à empresa.

O procurador é suspeito ainda de gravar uma reunião na qual a força-tarefa tratava de uma possível colaboração do empresário Mário Celso Lopes, parceiro de negócios da J&F, holding que controla a JBS e outras empresas do grupo.

A reportagem não localizou nesta quinta-feira representantes do procurador alvo do mandado de prisão. O gabinete em que ele trabalhava, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Operação
A PF e o Ministério Público Federal cumprem mandados no âmbito da Lava Jato, em Brasília, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O alvo é o senador Aécio Neves (PSDB); a irmã dele, Andrea Neves — que foi presa nesta manhã — e Altair Alves, considerado braço direito do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). A ação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou os afastamentos do tucano do mandato de senador e de Rocha Loures (PMDB-PR) do de deputado federal.

A irmã do senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (MG), a jornalista Andrea Neves, uma das principais assessoras do parlamentar, foi presa nesta manhã. Além dela, foram presos Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, primo de Aécio; e Mendherson Souza Lima, assessor de Zezé Perrella. Também foram alvos de mandados de prisão Roberta Funaro, irmã do operador financeiro Lucio Funaro, que está preso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF a prisão de Aécio. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, vai submeter a solicitação ao plenário do Supremo. A ação ocorre um dia depois de a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, revelar que o tucano teria pedido R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.