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A Operação Patmos da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (18/5) também faz buscas na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A ação foca exclusivamente o procurador Ângelo Goulart, alvo de mandado de prisão na operação originada da delação premiada da JBS. Ele já está preso. Além dele, o advogado Willer Tomaz, supostamente ligado ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), também está na cadeia.

Goulart atua no TSE com o vice-procurador-geral Eleitoral Nicolao Dino, que está acompanhando as medidas da PF. A busca e apreensão é restrita à sala do procurador, que fica na área da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), no quinto andar do prédio. A PF deve levar computadores e mídias.

Já Villela é integrante da força-tarefa da Operação Greenfield, que apura desvios de recursos em fundos de pensão, e, de acordo com a delação da JBS, estaria repassando informações sigilosas aos investigados. Contra a irmã do senador tucano foi expedido mandado de prisão. Ela não foi encontrada pela PF e a Interpol acionada.

Ângelo Goulart teria se encontrado com representantes da JBS sem comunicar aos colegas. Conforme as colaborações, numa ocasião, teria ligado para um dos investigadores da força-tarefa, na presença de integrantes do grupo empresarial, e colocado a conversa em viva-voz. Ele também teria tirado uma cópia de diálogo de procuradores sobre do caso, em grupo privado do Instagram, e repassado à empresa.

O procurador é suspeito ainda de gravar uma reunião na qual a força-tarefa tratava de uma possível colaboração do empresário Mário Celso Lopes, parceiro de negócios da J&F, holding que controla a JBS e outras empresas do grupo.

A reportagem não localizou nesta quinta-feira representantes do procurador alvo do mandado de prisão. O gabinete em que ele trabalhava, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Operação
A PF e o Ministério Público Federal cumprem mandados no âmbito da Lava Jato, em Brasília, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O alvo é o senador Aécio Neves (PSDB); a irmã dele, Andrea Neves — que foi presa nesta manhã — e Altair Alves, considerado braço direito do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB). A ação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou os afastamentos do tucano do mandato de senador e de Rocha Loures (PMDB-PR) do de deputado federal.

A irmã do senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (MG), a jornalista Andrea Neves, uma das principais assessoras do parlamentar, foi presa nesta manhã. Além dela, foram presos Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, primo de Aécio; e Mendherson Souza Lima, assessor de Zezé Perrella. Também foram alvos de mandados de prisão Roberta Funaro, irmã do operador financeiro Lucio Funaro, que está preso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF a prisão de Aécio. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, vai submeter a solicitação ao plenário do Supremo. A ação ocorre um dia depois de a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, revelar que o tucano teria pedido R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

 

 

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