Sepultamento em tempos de covid-19

Brasil ultrapassa marca de 170 mil mortes por Covid-19

Nas últimas 24h, foram registrados 630 novos óbitos. Nesta sexta-feira (20), o país atingiu 6 milhões de casos da doença

atualizado 24/11/2020 18:38

Sepultamento em tempos de covid-19Hugo Barreto/Metrópoles

De acordo com informações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil atingiu, nesta terça-feira (24/11), a marca de 170 mil mortes confirmadas de Covid-19. Nas últimas 24h, foram registrados 630 novos óbitos.

Nessa sexta-feira (20), quando o país atingiu 6 milhões de casos da doença, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) publicou uma carta aberta para alertar as autoridades políticas sobre a gravidade da situação sanitária no país. O objetivo do documento é pressionar o governo a tomar medidas a fim de conter o aumento na quantidade de casos e óbitos.

“A epidemia de Covid-19 se alastrou por todo o território nacional e o quadro verificado hoje pode em pouco tempo levar a uma situação pior do já vivemos até aqui: o epicentro pode ser o país inteiro”, diz a nota. A entidade chama a atenção ainda para o aumento da taxa de ocupação em vários hospitais públicos e privados, indicando que o sistema de saúde pode “entrar em colapso rapidamente”.

Taxa de transmissão em alta

O Imperial College de Londres divulgou, nesta terça-feira (24/11), que a taxa de transmissão do coronavírus – a chamada Rt – está em 1,30. Isso significa que, para cada 100 pessoas contaminadas pelo vírus, outras 130 serão infectadas – ou seja, crescimento no ritmo de contágio da doença.

A última vez que a taxa de transmissão esteve nesse patamar foi em 24 de maio, quando atingiu 1,31. Desde então, o índice estava em queda e, há duas semanas, atingiu seu número mais baixo, de 0,68.

De acordo com especialistas, quando o Rt é superior a 1, a epidemia está avançando, pois cada pessoa é capaz de transmitir o vírus para mais de um indivíduo.

Ainda não há consenso entre epidemiologistas e sanitaristas a respeito de o Brasil estar ou não enfrentando segunda onda de Covid-19 – alguns falam que estamos vivendo um repique da primeira onda, outros sustentam que o crescimento recente no número de contaminados e de óbitos já representa uma segunda onda que emendou na primeira.

De qualquer maneira, todos concordam que o aumento de casos de Covid-19, especialmente nesta época do ano, quando o movimento do comércio cresce e são feitas várias confraternizações, deve acender o alerta da população no sentido de reforçar cuidados como o uso de máscaras, a higiene das mãos e o distanciamento social.

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