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As paralisações de obras antes das entregas são gasto significativo no orçamento voltado pra infraestrutura no Brasil e isso é, geralmente, consequência de como o setor público dá andamento nos projetos. A conclusão é do estudo “Grandes obras paradas: como enfrentar o problema”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As conclusões mostram que, além dos gastos envolvendo obras interrompidas, o governo investe apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura.

A CNI obteve do Ministério do Planejamento dados de mais de 2 mil obras paradas, sendo 18,5% (517) no setor de infraestrutura. O saneamento básico está em primeiro lugar no ranking com 447 interrupções durante a fase de execução. Em seguida estão obras de rodovias, aeroportos, mobilidade urbana, portos, ferrovias e hidrovias. Essas paralisações custaram R$ 10,7 bilhões e não trouxeram retorno para a sociedade.

“É recorrente o problema da paralisação de obras. O país parece incapaz de aprender com todos os levantamentos, perdas e conflitos que esse processo gera”, afirma o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “Por mais urgente que seja encontrar soluções para as obras paradas, também é preciso atenção com programas e metas direcionados a não repetição dos mesmos erros no futuro”, completou o diretor.

(Com informações da agência da CNI)