Áudio: vereadora chama professoras de “prostitutas” e “analfabetas”

Gravação atribuída a Maria Aparecida da Silva (PDT), de Santa Teresinha de GO, circulou em redes sociais e levantou diversas críticas

atualizado 20/05/2022 12:25

Vereadora Maria Aparecida da Silva de Santa Terezinha de Goiás Reprodução

Goiânia – Áudio atribuído a uma vereadora de Santa Terezinha de Goiás, a 289 km da capital, no norte do estado, levantou polêmica após ofender professoras do município que pediam aumento salarial. A declaração de Maria Aparecida da Silva (PDT) foi reencaminhada em redes sociais e viralizou entre a população da cidade. Sindicatos de professores criticaram a parlamentar.

Ouça áudio, abaixo:

“Se essas prostitutas, analfabetas da educação, falarem de mim. Você se lembra daquele projeto há 5 anos que o Marcos mandou dando só 2%, e eu mesma peguei o projeto e levei, e você falou: ‘Tita, você tem muita coragem, coragem!’. Levei, e ele chegou a 13%. Hoje foi o inverso, elas dizem que eu estou contra elas, mas não. Toda vida eu estive do lado, protegendo”, disse a parlamentar, no áudio.

O projeto ao qual a vereadora se refere é de aumento salarial de professores da rede municipal. A vereadora teria gravado o áudio ao saber que professores reclamaram do índice de 10% aprovado pela Câmara, conforme proposto pelo município. A categoria queria 33% de reajuste, como concedido pelo governo federal para o piso nacional do magistério.

Sindicato vai exigir desculpas

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Maria Euzébia de Lima, disse ao Metrópoles que vai exigir que a vereadora peça desculpas, publicamente, a todos os profissionais do setor e, se necessário, ingressar com ação judicial para exigir danos morais.

“Vou abrir um processo contra a vereadora, para ela se explicar, publicamente, e se retratar, pedindo desculpas à Educação. Tratar professores dessa forma desrespeitosa é inadmissível, sobretudo, por parte de uma pessoa que possa ser considerada autoridade do município”, afirmou a presidente do Sintego.

Em nota, a Câmara Municipal de Santa Terezinha informou que não compactua com as palavras da parlamentar e que vai apurar o caso.

O sindicato dos servidores públicos municipais de Santa Terezinha de Goiás publicou nota de repúdio às declarações da vereadora. “Os profissionais estão trabalhando, se profissionalizando, se reinventando, usando os próprios recursos tecnológicos para garantir a qualidade dos serviços prestados”, disse a nota.

O Metrópoles não conseguiu contato com a vereadora até o momento em que publicou este texto, mas o espaço segue aberto para manifestações.

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