Ato simbólico, em Goiânia, lembra 500 mil vítimas da Covid-19

Ato ocorreu na escadaria da praça Universitária, na capital goiana; 500 velas foram acesas simbolizando as vidas perdidas para a Covid-19

atualizado 21/06/2021 21:08

goias ato covidVinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia – Movimentos sociais, frentes sindicais e lideranças religiosas de Goiás realizaram no final da tarde desta segunda-feira (21/6), na escadaria da Praça Universitária, na capital goiana, um ato simbólico para lembrar as 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. Na ocasião, foram acesas 500 velas e, colocadas 500 impressões para representar as pessoas mortas em decorrência do novo coronavírus.

O Brasil chegou à marca de 500 mil mortos por Covid-19, no último sábado (19/6). O número, coletado a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, foi registrado pelo Consórcio de Veículos de Imprensa. Em números absolutos, o Brasil segue como o segundo país com mais óbitos por coronavírus registrados, atrás apenas dos Estados Unidos — que esta semana superaram a marca de 600 mil vidas perdidas em decorrência da doença. A Índia aparece em terceiro, com 380 mil mortes.

Luto

A cientista social Aymê Sousa, que participou do ato, perdeu o irmão de 41 anos há pouco mais de um mês. Segundo ela, a manifestação é uma forma de transformação do luto. “É uma forma de ressignificar os ritos, transformar a dor em algo que tenha sentido. Meu irmão assim como as mais de 500 mil pessoas morreu por uma doença que já tinha vacina, meu irmão é mais uma vitima da negligência e da necropolítica do governo federal”, afirmou.

Segundo Aymê, o irmão não teve a chance de se vacinar. “Ele tinha comorbidades e seria vacinado na semana seguinte, mas não resistiu. Assim que soubemos do resultado positivo para Covid, ele já foi internado e morreu depois de uma semana”, disse ela.

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Goiás

De acordo com o painel on-line da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), com atualização em tempo real, o estado já confirmou 18.613 mortes em decorrência da Covid-19. A taxa de mortalidade da doença é de 2,83%.

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