Após ida da PMSP a evento do PSol, legenda marca reunião com governo

O líder do partido na Câmara, Ivan Valente, afirmou que recebeu a garantia da Secretaria de Segurança de SP de que o ato não se repetirá

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos DeputadosLucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

atualizado 03/08/2019 16:55

O líder do PSol na Câmara, Ivan Valente (SP), disse que recebeu garantias do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Anderson Gustavo Torres, de que não se repetirá a abordagem feita por policiais militares a integrantes do Núcleo de Mulheres do partido, como ocorreu em reunião do colegiado neste sábado (03/08/2019).

De acordo com Valente, uma reunião foi marcada entre a bancada do partido e o secretário de Segurança do governo paulista para ouvir explicações sobre o que considerou “absurdo”. “Falei com o secretário de Segurança sobre este absurdo, que não deve se repetir. Marcamos reunião da bancada de parlamentares do PSol com ele”, disse o líder.

A abordagem ocorreu quando mulheres integrantes do Psol foram surpreendidas com o aparecimento da Polícia Militar (PM) durante plenária do partido, em São Paulo,na manhã deste sábado (03/08/2019). De acordo com o Twitter do partido, eles teriam pedido documentos para “monitorar” os presentes e definir ser eles fariam algum ato “em vias públicas”.

O evento é um ato preparatório ao Encontro Nacional de Mulheres, que ocorre anualmente e elege o setorial feminino do partido. “Evento político de caráter reservado às filiadas do PSOL, totalmente amparado pelo direito à livre organização partidária”, disse o presidente do Psol, Juliano Medeiros, pela rede social.

Na tarde deste sábado, o partido emitiu uma nota oficial. Confira:

“A Polícia Militar de São Paulo, nessa manhã de sábado, entrou na plenária do Encontro Estadual de Mulheres do PSOL, que está ocorrendo na capital, sem qualquer mandado judicial. Os agentes alegaram que queriam “monitorar os presentes” e que “já sabiam tudo o que aconteceria” no evento. Essa medida autoritária é inconstitucional e incompatível com a democracia. Não faz parte de qualquer protocolo ou procedimento de segurança pública. A deputada Sâmia Bomfim e o deputado Ivan Valente contataram o Secretário de Segurança Pública de SP para cobrar satisfações e providências imediatas. Ele foi solícito e ficou marcada uma reunião para 13 de agosto (por conta de compatibilidade de agendas).
Após a ação, os policiais se retiraram, mas disseram que voltariam à tarde, mas o encontro transcorre normalmente, com muita política, debate e força feminista. Não vão nos intimidar!”

Posição da PM

Em nota, a PM de São Paulo assumiu que estava monitorando o local “para averiguar se os integrantes da legenda iriam sair em manifestação pelas vias da cidade”. A assessoria do órgão explicou que os patrulheiros foram ao local para verificar a concentração de pessoas e se interessaram pela possibilidade de protestos para prover a “segurança do evento”. Ao perceber que se tratava de uma reunião interna, os militares teriam deixado o local.

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