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Aluno da Faculdade Getulio Vargas de São Paulo (FGV) registrou boletim de ocorrência por injúria racial, nesta quinta-feira (8/3), depois de um estudante tirar foto da vítima e enviar para um grupo de WhatsApp. “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”, dizia a legenda. A informação é da Veja São Paulo.

A foto em questão foi tirada na terça-feira (6). No mesmo dia, o ofendido foi chamado na Coordenação de Administração Pública da FGV para ser informado que a imagem com a legenda estava circulando no aplicativo, como conta em um desabafo feito em um grupo no Facebook da FGV:

“Tão perto de mim… por que não foi falar na minha cara? Mas você optou pela atitude covarde de tirar uma foto minha e jogar no grupo dos amiguinhos. Se seu intuito foi fazer uma piada, definitivamente você não tem esse dom. Acha que aqui não é lugar de preto? Saiba que, muito antes de você pensar em prestar a FGV, eu já caminhava por esses corredores. Se você me conhecesse, não teria se atrevido. O que você fez, além de imoral, é crime! As providências legais já foram tomadas e você pagará pelos seus atos!”, escreveu o rapaz.

“Não descansarei até você ser expulso dessa faculdade. Pessoas como você não devem nem podem ter um diploma da Fundação Getulio Vargas”, continuou a vítima. O boletim de ocorrência foi registrado no 4º Distrito Policial da Consolação, na região central de São Paulo.

Divulgação/Facebook

Em nota, a FGV disse que puniu o ofensor com suspensão de 90 dias, podendo adotar outras medidas após a apuração do caso.

“O comentário ofensivo foi feito em grupo privado do qual o ofensor fazia parte, sem qualquer participação, ainda que indireta, da FGV. Ante a possível conotação racista da ofensa, firme em sua postura de repúdio a toda forma de discriminação e preconceito, a FGV, tão logo tomou conhecimento dos fatos, tal qual prevê seu Código de Ética e Disciplina, de imediato aplicou severa punição ao ofensor, que foi suspenso de suas atividades curriculares por três meses, estando impedido de frequentar a escola, sem ressalva da adoção de medidas complementares, a partir da apuração dos fatos pelas autoridades competentes”, informou a instituição.