Aluno é expulso da USP acusado de fraudar cotas raciais e sociais

Esta é a primeira vez na história da universidade que a decisão é tomada. Segundo membros do comitê da instituição, caso pode ir à Justiça

atualizado 13/07/2020 15:15

Reprodução

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu expulsar um estudante do curso de relações internacionais, nesta segunda-feira (12/7), sob alegação de fraudar cotas raciais e sociais. Este é o primeiro julgamento de fraude da história da instituição em 193 anos de existência. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O jovem Braz Cardoso Neto, de 20 anos, alegou ser pardo, ter ascendência negra e ser de baixa renda, mas falhou em comprovar a declaração.

Apesar da decisão da instituição, cabe recurso e o caso pode parar no Judiciário, segundo avaliaram membros do comitê. A decisão foi unânime.

À comissão responsável pelo julgamento, cujo processo demorou mais de um ano, o jovem enviou fotos de pessoas negras que alegou serem seus avós, mas não compartilhou com os membros do comitê dados que comprovassem parentesco.

Além disso, a ascendência não é critério para inclusão na política de cotas da universidade, na qual pesa o fenótipo (aparência).

Últimas notícias