Senador não é criança para apoiar candidato que não lhe pede o voto

A demora do presidente do Senado em começar sua campanha para presidente da República

atualizado 12/11/2021 9:58

Filiação do presidente do senado, Rodrigo Pacheco, ao PSD Rafaela Felicciano/Metrópoles

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado e aspirante a candidato a presidente da República, “não é onça morta”, observa um dos mais experientes analistas de pesquisas que prefere não mostrar seu rosto. Se Pacheco de fato unir Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, ele poderá ter chances.

Mas Pacheco não pode demorar muito para se declarar candidato. Seria arriscado só fazê-lo a partir de março próximo. A campanha, na prática, começou e vem esquentando. Os aspirantes à sucessão de Jair Bolsonaro já estão abertamente à caça de apoios. Alguns sempre estiveram, é o caso de Lula e Ciro Gomes.

Nem aos seus colegas do Senado, por enquanto, Pacheco admite que é candidato, ou que poderá ser, ou que gostaria de ser. Simplesmente não diz nada, só sorri do alto. Daí a resposta de um senador nordestino, do mesmo partido de Pacheco, à pergunta sobre se poderia vir a apoiá-lo:

“Eu? E eu sou menino?”

Quem garante que Pacheco assumirá em breve sua candidatura é o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do PDS:

“Espere só para ver”.