HÁ VINTE ANOS – Joseph Ratzinger, o Papa panzer
Ele veio para conservar, não para mudar
atualizado
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Antes de ser eleito Papa e de adotar o nome de Bento XVI, Joseph Ratzinger era conhecido dentro da Igreja Católica alemã como o “cardeal panzer”. Quer dizer: um líder religioso que não fazia concessões, era impiedoso com os inimigos e não se detinha ante nenhum obstáculo. Como um daqueles poderosos esquadrões de tanques alemães da 2a. Guerra Mundial.
Dos seis cardeais alemães que ajudaram a eleger o novo Papa, tudo indica que cinco negaram seu voto a Bento XVI. Eles o conhecem melhor do que ninguém. De todo modo, diga-se em favor do novo Papa que ele não enganou um único dos seus eleitores.
Sempre disse claramente o que pensa. E fez questão de reafirmar o que pensa desde o momento em que João Paulo II morreu. Fez isso nas homilias das missas que presidiu. E deu uma amostra do seu estilo rígido, disciplinador e autoritário quando sugeriu que os cardeais calassem o bico na semana que antecedeu a instalação do conclave. Os cardeais calaram.
Ali, Ratzinger deixou claro quem mandava, quem queria continuar mandando e quem afinal acabaria eleito. Ouvi há pouco num desses canais internacionais de notícias que o conservadorismo de Bento XVI se manifestará com compaixão. Êpa, a imagem deve ser descartada rapidinho! Não pega bem. Foi usada na primeira eleição do atual presidente norte-americano agora reeleito George W. Bush.
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Pérolas do pensamento de Bento XVI:
* Por ser muçulmana, a Turquia não deve ser admitida na chamada Comunidade Europeia.
* O catolicismo é a única religião cristã verdadeira.
(Publicado aqui em 23 de abril de 2005)


