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Aécio Neves, por mais dinheiro para se reeleger e por Bolsonaro

PSDB em frangalhos

atualizado 16/05/2022 9:19

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) no plenário da Câmara dos Deputados. Ele usa terno e tem uma cara de preocupação - Metrópoles Hugo Barreto/Metrópoles

Minas está onde sempre esteve, assim como o deputado Aécio Neves (PSDB), ex-governador do estado, candidato a presidente da República em 2014 derrotado por Dilma Rousseff (PT), que se reelegeu e caiu dois anos depois. Aécio ajudou a derrubá-la.

Aécio nunca quis que seu partido tivesse candidato próprio à sucessão de Bolsonaro. Quer que o dinheiro do fundo partidário seja gasto com a eleição do maior número possível de deputados federais e senadores – entre as quais, a dele, naturalmente.

Para evitar que João Doria, então governador de São Paulo, ganhasse as eleições internas para ser candidato a presidente, Aécio apostou suas fichas em Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul. Seria mais fácil depois remover Leite.

Uma vez que Doria venceu, Aécio deu corda em Leite para que ele fosse à luta como eventual candidato a presidente da chamada terceira via. Leite encantou-se com a ideia, mas rapidamente se desencantou. Agora, Aécio alinhou-se a Doria de mentirinha.

Ao pressentir que o PSDB poderia chutar Doria e apoiar a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) pela terceira via, Aécio acusou a direção do partido de trair o candidato legitimamente escolhido pelo voto dos filiados. Disse que isso seria um absurdo.

O que Aécio pretende? O que sempre pretendeu: que o PSDB não desperdice dinheiro com candidato a presidente – nem Doria, nem Leite, nem Simone. É também um favor que presta a Bolsonaro, que assim se livra do risco de um candidato da terceira via.

Aqui, Minas e Aécio se separam. Minas tende a votar em Lula, e Aécio em Bolsonaro.

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