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A pedra no meio do caminho de Bolsonaro, e não é a única

Aprovação do governo melhora, mas ainda é muito baixa

atualizado 19/08/2022 8:46

Jair Bolsonaro visita Cemaden Fábio Vieira/Metrópoles

Em maio último, 25% dos eleitores entrevistados pelo Datafolha consideravam ótimo ou bom o governo Bolsonaro. Agora, são 30%, o índice mais alto desde março de 2021. É muito ou pouco?

É pouco. Os presidentes que se reelegeram de 1998 para cá chegaram em agosto em situação muito melhor. A taxa de aprovação do governo de Fernando Henrique Cardoso era de 39%

A de Lula, em 2006, era de 52%. A de Dilma, em 2014, 38%.  Bolsonaro tem razão de se preocupar. Sua rejeição já foi maior. Mas 51% do eleitorado diz que não votará nele de jeito nenhum.

Isso, apesar de o Congresso, um mês atrás e a pedido dele, ter decretado “estado de emergência” no país para justificar a distribuição de 41 bilhões de reais entre os mais pobres.

O pacote de bondades tem data marcada para acabar: 31 de dezembro. Foi desembrulhado apenas para atrair votos. Está atraindo, mas talvez não o suficiente para que Bolsonaro se reeleja.

O eleitor não é tão bobo como os políticos imaginam. Mais de 60% deles reconhecem que o objetivo principal do pacote é reeleger Bolsonaro. Só para 30% é ajudar as pessoas.

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