Na Câmara, projeção mostra a menor renovação desde a redemocratização

Levantamento da Queiroz Assessoria demonstra que partido de Bolsonaro deve fazer a maior bancada e o PT, a segunda

Levantamento feito pela Queiroz Assessoria com a projeção para a nova composição da Câmara dos Deputados revela uma tendência de que a nova legislatura, a se iniciar em 2023, terá a menor taxa de renovação desde a redemocratização, considerando o ano de 1990.

O índice de renovação deve ficar inferior a 40%. Se confirmado, será o menor percentual das últimas nove eleições para a Câmara, considerada já a votação do próximo domingo, que irá definir os 513 parlamentares eleitos.

A média dessa taxa de renovação nesses mais de 30 anos é de 48,8%. O maior percentual foi em 1990, com 61,8% de caras novas na Câmara. A menor, em 1998, foi de 43,8%.

Pela projeção da Queiroz Assessoria, dos 443 atuais deputados que irão disputar a reeleição 369 são bastante competitivos. Assim, cerca de 72% da atual composição tem muita chance de ser reeleita.

O levantamento chega a fazer projeções por partidos e cita nominalmente os que devem ser eleitos. O PL, de Jair Bolsonaro, deve eleger a maior bancada: mínimo de 61, máximo de 94 e tendência mesmo de fazer 76 parlamentares.

O PT aparece com a segunda maior bancada, com 63 deputados (mínimo de 49 e máximo de 81). O PP está em terceiro lugar, com uma tendência de eleger 52 (mínimo de 37, máximo de 62).

Na sequência, aparecem: União Brasil (50 deputados), PSD (42 deputados), Republicanos (39 deputados), MDB (37 deputados), PSB (25 deputados), PSDB (23 deputados), PDT (20 deputados), Podemos (14 deputados), PSol (11 deputados), PSC (9 deputados), PCdoB (9 deputados),  Solidariedade (8 deputados), Novo (7 deputados), Avante (6 deputados), Cidadania (6 deputados), Patriota (6 deputados), PTB (3 deputados), PV (3 deputados), PROS (2 deputados) e Rede (2 deputados).

O estudo da Queiroz Assessoria concluiu que 80% das vagas dos novatos, os que serão eleitos para um primeiro mandato, serão ocupadas pelo que a projeção chamou do fenômeno de “circulação do poder”, candidatos que são parentes diretos de políticos tradicionais ou mais experientes, casos de ex-vereadores, ex-deputados, ex-senadores, ex-governadores, parentes de ministros e de secretários de Estado.