Ministro tem obsessão em liberar cruzeiro até em santuário ecológico

Gilson Machado, ainda presidente da Embratur, tenta implementá-lo em Fernando de Noronha, mas governo pernambucano resistiu

atualizado 04/01/2022 7:42

Ministro do Turismo, Gilson Machado, em Dubai Reprodução/ Redes sociais

O ministro do Turismo, Gilson Machado, desde que assumiu cargo no governo Bolsonaro — começou como presidente da Embratur –, sempre teve verdadeira obsessão em encher o litoral brasileiro com as grandes embarcações de cruzeiro.

Em março de 2020, início da epidemia da Covid-19, Machado chegou a anunciar o tráfego de cruzeiros no arquipélago de Fernando de Noronha.

“Noronha é um dos lugares com maior vocação do mundo para mergulho de contemplação”, disse Machado, à época.

O dirigente bolsonarista enfrentou resistência do governo de Pernambuco, cujas autoridades argumentaram que era uma tentativa de o governo impor sua vontade e que essa visitação, de cruzeiros, não respeita a natureza e a preservação do meio ambiente.

Agora, antes de a Anvisa recomendar a suspensão de turismo desses navios no país, Machado, agora como ministro do Turismo, insistia. Ele defendeu essas embarcações em Noronha, com navios com capacidade entre 200 a 700 pessoas.

Há duas semanas, ele disse que o litoral brasileiro pode ser a “meca dos cruzeiros marítimos”.

Na reunião de ontem no governo, Machado resistiu, mas assinou a nota conjunta com outros ministérios de suspensão de cruzeiros até o próximo dia 21.