Ainda não… Sem vacina para ele (por Tânia Fusco)

O Jair, desdito presidente brasileiro, que prontamente e, ao seu estilo, sem se acanhar, respondeu que não está vacinado

atualizado 21/09/2021 3:38

Aline Massuca/Metrópoles

Já tomou a vacina? Indagou Boris Johnson, o primeiro ministro inglês, ao Jair, desdito PR brasileiro, que prontamente e, ao seu estilo, sem se acanhar, respondeu: Ainda não…

Negacionista, ainda não aprendeu a respeitar a Ciência e os cientistas.

Também ainda não aprendeu a sentido de ser chefe de Estado.

Ainda não aprendeu a respeitar adversários e nem mesmo aliados.

Ainda não aprendeu a ser civilizado.

Ainda não aprendeu que ganhou uma eleição não uma coroa de rei, que faz príncipes filhos, amigos e ex.

Ainda não aprendeu que, na República, existem três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário, que, por preceito constitucional, devem funcionar equilibrados, com seus limites e suas funções respeitadas.

Ainda não entendeu o que é Democracia.

Ainda não aprendeu a trabalhar e comportar-se como Presidente da República.

Ainda não deixou de ser o tiozão, preguiçoso, pançudo e inconveniente, que fala merda com “usamigo” nos churrascos na laje do cunhado.

Ainda não aprendeu a ter compostura.

Ainda não aprendeu que governar é muito mais do que administrar o caixa das rachadinhas.

Ainda não aprendeu que Exercito e polícias não são milícias, que devem obediência cega ao chefe da boca, do morro, da comunidade.

Ainda não aprendeu a importância do respeito ao Meio Ambiente e o que significa a Amazônia para a vida humana.

Ainda não tem a menor ideia do seja e qual a importância da Cultura para identidade de um povo.

Ainda não sabe respeitar a Educação e os professores.

Ainda não aprendeu a ler e a falar direito. (Nem com teleprompter deixa de falar aos socos, comendo letras, enroscando em sílabas).

Ainda não deixou de ser analfabeto funcional.

Ainda não perdeu o vício de mentir.

Ainda não sacou que não dá para presidir um país trocando, com seus bovinos, lorotas e palavrões.

Ainda não aprendeu a respeitar milhares de doentes e os quase 600 mil mortos do Covid, vitimas da sua teimosa ignorância.

Ainda não aprendeu a ter compaixão.

Ainda não entendeu que a pizza nas calçadas de Nova Iorque não é desprendimento. É pequenez, ausência de senso do ridículo.

Ainda não sabe sentar-se à mesa, seja para comer, seja para conversar feito adulto – sem ameaças, nem palavrões, taokei?

Ainda não registrou que, mundo afora, sua tosquice virou piada, provoca pasmo e rejeição, como a exposta agora nas ruas de Nova Iorque.

Ainda não se deu conta de que ele é a crise. Ele provoca insegurança política e econômica, e alimenta desemprego, inflação, fome e desalento.

Ainda não percebeu o estrago que sua figura grosseira tem feito ao Brasil – dentro e fora.

Ainda não realizou: passará para a História como um sem noção. Palhaço do mal, sem máscara e sem graça, que, por praga dos deuses, vestiu faixa de presidente e pretendeu fazer do país um triste picadeiro – de mentiras, deboches e picaretagens.

 

Tânia Fusco é jornalista 

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