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São Paulo — O burburinho fashionista já se despediu do prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, mas a 43ª edição da São Paulo Fashion Week deixa sua marca no calendário de moda da temporada como uma versão enxuta, e mais inclusiva, do evento comandado por Paulo Borges.

Ao longo de cinco dias, 32 marcas desfilaram suas coleções de outono/inverno. Nas passarelas, moda praia, festa, masculina, feminina. O Metrópoles, que acompanhou cada momento à convite da produção, aponta as principais tendências que repercutiram na SPFW. Confira:

1. See Now, buy Now
Dentre as novidades mais bacanas da temporada está o modelo de consumo batizado de “See now, buy now”, em tradução livre, “Veja agora, compre agora”. Na prática, as roupas desfiladas podiam ser compradas nas lojas e e-commerce das marcas ao mesmo tempo que as coleções eram apresentadas.

O movimento, que surgiu com força nas semanas internacionais, foi adaptado no Brasil por marcas como Reserva, Juliana Jabour, Tig (ex-Tigresse), 2DNM, Pat Bo, Apartamento 03, Lolitta e etc. “A velocidade da informação gera novas demandas,” diz Paulo Borges. “Com isso o mercado se movimenta para sincronizar seus lançamentos com o desejo do consumidor final”, explica.

As últimas edições do SPFW, graças a transmissão ao vivo dos desfiles, fez o evento alcançar mais de 5 milhões de pessoas, e estima-se que o total de menções públicas sobre o evento chegaram a mais de 900 milhões de impressões, considerando todas as mídias sociais. “Uma nova geração de consumidores nasceu e cresceu com o imediatismo das redes. Hoje desfiles — desde sempre pensados para os profissionais da indústria– são acompanhados ao vivo, minuto a minuto, por milhares de pessoas no mundo todo. Quem assiste a tudo isso pelas telas de um smartphone, não quer esperar meses pra comprar o que viu na passarela, logo adaptamos à demanda ao fluxo de consumo e produção”, analisa Borges.

2. Diversidade na passarela
Se por um lado o evento foi “enxugado” para se adaptar a atual situação financeira do país, um aspecto positivo foi a diversidade nas passarelas. Marcas como Ellus e Reserva apostaram em modelos grisalhos; a LAB e a Amapô levaram para seus desfiles diversos biotipos; já etiquetas como Isabela Capeto e Amir Slama rechearam seus castings com modelos trans lindas com a badalada top Valentina Sampaio.

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3. Beleza com “cara de saúde”
Muito além das roupas desfiladas, as semanas de moda como a São Paulo Fashion Week (SPFW), também lançam tendências de beleza (make + cabelo).

De acordo com Fabi Gomes, maquiadora sênior da marca MAC, o momento pede uma pele com brilho natural e rubor de quem acabou de praticar atividade física. A desejada “cara de saúde”. “A pele da temporada continua a ter cara natural, mas agora deixa de ter o aspecto de crua e passa a ser saudável; já o blush ganha status de protagonista nessa temporada, mas não como o blush que a gente conhece: rosinha que dá aspecto de boneca. Ele imita o rubor natural da pele”, ensina Fabi.

Para a boca, a especialista aponta o batom com textura metalizada como principal novidade; já a sobrancelha atual é mais fresh, sem ser marcada. E na make dos olhos, a aposta mais atual é o delineador. “Eles ganharam novos formatos além do gatinho tradicional. Vale explorar formas mais ousadas e brincar com tons neons”, indica.

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4. Moda esportiva com glamour
Modelagens esportivas com pegada preciosa, cheia de glamour. Essa tendência foi vista em quase todos os desfiles realizados na São Paulo Fashion Week. Marcas como Pat Bo, Gig Couture, Apartamento 3, Memo e Osklen apostaram na bossa.

O hoodie, como é chamado o casaco com capuz esportivo, ganha mais estilo com o brilho do lurex fininho e babados femininos. Blusas e calças jogging com aplicações de bordados, transparências e mix de couro também apareceram nas coleções de outono/inverno. Para atualizar seu guarda-roupa com essa nova pegada esportiva glam, vale usar uma peça seguindo essa linha combinada a uma alfaiataria mais seca ou até investir numa produção de look completo.

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Pat Bo

 

 



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